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sexta-feira, 17 de maio de 2013

M A R I TU BA G U N Ç A

MANUAL DO POLÍTICO MARITUBANO
(BEST SELLERS)

"Quem não gasta dinheiro com munição, atira a esmo e para qualquer direção."

Assim agem os gerenciadores da grana do povo. Governadores, prefeitos, presidentes, enfim, todos que não suaram a camisa para ganhar dinheiro, gastam a rodo,  a fole, como diria o sertanejo. Uns exemplosinhos bem próximo de nós, população metropolitana: o BRT, de Belém. Estava tudo errado. Pára tudo para recomeçar do zero; em Ananindeua o prefeito demoliu os coretos da praça matriz. Estava tudo errado. Feio. Pára tudo para recomeçar do zero; em Marituba tinha um ginásio coberto com problemas estruturais. Recuperar para quê?  Pára tudo para recomeçar do zero.  O ginásio velho foi demolido e a edificação nova iniciada, mas  a obra  está parada a mais de dez anos  e as ferragens já estão totalmente corroídas. O prefeito-tampão, também em Marituba, mandou demolir a praça da piçarreira, que era velha, maltratada, mas  tinha bancos e árvores. Ár-vo-res.... É, mas estava tudo errado, logo: pára tudo para recomeçar do zero. O alcaide de araque mandou  destruir tudo e fazer uma novinha em folha e não enfiaram um só pezinho de árvore. Na praça da matriz, o ex-prefeito, que saiu pela porta dos fundos, mandou instalar equipamentos para atividade física, com dinheiro (parte dele, claro) do Ministério da Saúde, pois não é que menos de um ano depois o “pref-tampão” mandou arrancar tudo na base do: pára, está tudo errado... Um vigia do logradouro informou que os equipamentos foram recolhidos para serem “recuperados”. Só que, de todos os aparelhos instalados, só um, só unzinho, estava danificado.
É o caso de se inquirir. Porque será que essas criaturas ao invés de reformar, reparar, aperfeiçoar, preferem destruir o que está pronto, ou semi-pronto, e refazer do zero?
A resposta é óbvia. Fazer o novo é a galinha dos ovos de ouro no reino das maracutaias. Preços inflados, licitações fraudadas, compras superfaturadas, esses são os mecanismos primários, o modus operandi de larapiar que as suas excelências usam quando estão com a mão na massa. Nada de recuperar o que já estava finalizado faltando apenas manutenção.  Pra quê? Nada disso! Afinal engenheiro, mestre e secretário de obras, Secretaria de finanças e os outros cargos “de confiança” ficam sempre nas mãos de  gente da família (ou bando), ou fazem parte do privilegiado grupo dos “amigos do rei”.  Os rapinantes são safos. Espertos. E a lei os protege.
Não dá para entender o porquê da tardança exagerada na solução pelos TREs. da vida, no caso específico de Marituba, de decisão ágil que de fato mirem o bem estar da população. Começa que um prefeito foi   afastado pela justiça antes de terminar o mandato por causa das traquinagens que  estava fazendo. Vieram as eleições, e o mais votado  não assumiu porque é um menino traquino; o segundo mais votado não  assumiu por ser igualmente outro menino traquino. Depois dos conluios  de praxe o município passou ser administrado pelo presidente da Câmara. Ganhou o cargo de gestor em janeiro e quatro meses depois foi cassado. O TRE que cassou é o mesmo que, na maioria dos casos, parece mais um apoiador de canalhices, tantas são as facilidades facultadas aos calhordas   para escaparem de punições.
Não se entende porque o tal TRE/TSE, ou sei lá o quê, são tão parcimoniosos com facínoras, a ponto de permitir que sujeitos com mais de cinquenta processos “nas costas”, sejam candidatos, concorram a eleições e continuem limpos. E por que esses parlapatões, que se locupletam “a volonté”, aproveitando-se  dos cargos outorgados pela população através do voto, deixam essa mesma população sem trabalho, sem educação, sem saúde, sem perspectiva, e mesmo assim são poupados de atos punitivos, tanto que eles repetem sempre as mesmas delinquências. É-gu-á! Isso é repugnante!
 No momento estamos sem prefeito constituído, porque na linha sucessória para ocupar o cargo nenhum presta. Todos estão cheirando a restos pútridos de pocilga. Enquanto isso o órgão responsável pelo processo eleitoral marcou outro pleito para agosto. O escolhedor  de administrador do dinheiro público pelo voto, embasbacado, pensa: “Putz! Agosto?” É sim, A-gos-to... Não seria o caso de uma intervenção no município ou a Dona Lei não prevê situações intervencionistas, mesmo que seja para espantar embusteiros velhacos ???. Eu, hem.
 Como diria o Zé Neves, um amigo do coração que já partiu para o andar de cima: “...Vá à purra”
(NB. No momento que este texto estava sendo postado outro interino estava sentando na cadeira mais cobiçada do município)
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