A 3ª da esquerda para a direita, é a Jaqueline Almeida, jornalista, trabalha no Instituto Peabiru, que presta serviço à Unicef, foi a responsável pela capacitação da equipe de trabalho do Fórum Comunitário
As guerras deixam algum legado bom? Deixam. Deixam Sim! E como...
Agora
em agosto a primeira guerra mundia aniversaria. Completa 100 anos. E foi uma espécie de
treino para a segunda, iniciada 25 anos depois, em 1939. Todas duas chefonas das guerras deixaram grandes benefícios à humanidade. Exemplos:
Imagine o sofrimento que era soldado atirando com espingardas velhas que com
certeza falhavam na hora fatal; quando isso acontecia, a luta tinha que ser para enfiar baioneta na barriga um do
outro. Credo! Era muito sofrimento.
O
Avanço tecnológico já foi visto na segunda guerra: metralhadoras, fuzis e
submarinos modernos, capacetes, encouraçados, armas químicas. Tudo de bom! Até
a bomba atômica! Não fosse ela, a Segunda guerra se prolongaria por muito
tempo.
Ao
longo da história está provado, que nada é capaz de causar saltos tecnológicos tão
grandes quanto uma guerra. E tem mais, quanto mais longa e sangrenta mais a
tecnologia avança. Vejamos a aviação: na primeira guerra um Zepelim parecia uma
tartarugona flutuando no ar e hoje, as super máquinas como os aviões de guerra americanos,
modelos f 22, espalhando morte a 2.400km/h; na indústria automotiva, antes da
primeirona, a briga era em lombo de
cavalos e foi justamente aí um dos maiores avanços, vieram os carros blindados,
as motos Halley, por exemplo; na saúde, o raio X, o absorvente, os
antibióticos.
A
cirurgia plástica não começou agora esses dias com o Dr. Pitangui, não! Foi o
esforço de um grupo de médicos que se juntou para remendar os rostos mutilados
dos veteranos de guerra. Enfim, do banco de sangue, a lamina de barbear,
alimentos enlatados e até, o hoje, absorvente íntimo, todos esses produtos são
legados das duas guerras que mais mataram gente. Na comunicação então nem se
fala. A internet de hoje, controle de tráfego aéreo e muitas e muitas outras
coisas boas que temos atualmente vieram, principalmente, como resultado das duas guerras mundiais. Ah, danadinhas...
Preste atenção nessas siglas. Todas surgiram após as
duas guerronas:
ONU= Organização das Nações Unidas
IAEA= Agência Internacional de Energia
Atômica
FAO= Organização de Comida e
Agricultura
OTAN= Organização do Tratado do
Atlântico Norte
UNICEF= Fundo das Nações Unidas para a Infância
Pois é, de todos esses
organismos que nasceram depois das maiores tragédias humanas e sociais, a UNICEF,
fundada em 1946, justamente para ajudar crianças vítimas de guerras, isso a priori, porque hoje, presente em mais
de 190 países em programas de desenvolvimento em longo prazo nos setores
da saúde, educação, nutrição, água, saneamento e também em situações de
emergência para defender as crianças vítimas não só de guerras, mas de outras catástrofes
(que não são poucas), esta é, portanto, a organização que merece o maior respeito pela
proficuidade das atividades desenvolvidas em todo mundo, praticamente
Dos 610 municípios da Amazônia Legal onde o Unicef se faz presente, Marituba, no Pará, está se organizando
em busca do Selo Unicef, que
qualifica o município no quesito inclusão social, e é um dos mecanismos de estímulo
às políticas públicas voltadas para a infância e adolescência. O pontapé
inicial acontece no dia 8 de agosto, com a realização do 1º Fórum Comunitário.
O Fórum faz parte
da metodologia que a Unicef usa como estratégia para que os municípios partícipes elaborem um
diagnóstico de como está a população de zero a dezessete anos, e tem como
objetivo promover o fortalecimento e a participação da comunidade nos processos
de planejamento, execução, monitoramento e avaliação das políticas públicas
voltadas para a criança e o adolescente, reunindo representantes e lideranças
de associações de bairro, grupos religiosos, Conselhos e demais organizações
que integram o sistema de garantia de direitos.
A Unicef
é um dos maiores legados das
guerras na área social e humana. Imaginemos: na primeira guerra morreram 19
milhões de pessoas, na segunda 60 milhões. Não fossem essas duas guerras e mais
as catástrofes naturais onde morrem zilhões de criaturas, o mundo estaria hoje com
uma superpopulação e quem, provavelmente, mataria as crianças, seriam os adultos...
Para se alimentarem...
Dona Guerra! Feliz Aniversário pelos seus cem
anos, mas, por favor, pelo amor de Deus,
não volte mais. ..

