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terça-feira, 5 de agosto de 2014

AS GUERRAS E O PROGRESSO, SÃO IRMÃOS SIAMESES?


 
A 3ª da esquerda para a direita, é a Jaqueline Almeida, jornalista, trabalha no Instituto Peabiru, que presta serviço à Unicef, foi a responsável pela capacitação da equipe de trabalho do Fórum Comunitário 

As guerras deixam algum legado bom? Deixam. Deixam Sim! E como...
Agora em agosto a primeira guerra mundia aniversaria. Completa 100 anos. E foi uma espécie de treino para a segunda, iniciada 25 anos depois, em 1939. Todas duas chefonas das guerras deixaram grandes benefícios à humanidade. Exemplos: Imagine o sofrimento que era soldado atirando com espingardas velhas que com certeza falhavam na hora fatal; quando isso acontecia, a luta tinha  que ser para enfiar baioneta na barriga um do outro. Credo! Era muito sofrimento.
O Avanço tecnológico já foi visto na segunda guerra: metralhadoras, fuzis e submarinos modernos, capacetes, encouraçados, armas químicas. Tudo de bom! Até a bomba atômica! Não fosse ela, a Segunda guerra se prolongaria por muito tempo.
Ao longo da história está provado, que nada é capaz de causar saltos tecnológicos tão grandes quanto uma guerra. E tem mais, quanto mais longa e sangrenta mais a tecnologia avança. Vejamos a aviação: na primeira guerra um Zepelim parecia uma tartarugona flutuando no ar e hoje, as super máquinas como os aviões de guerra americanos, modelos f 22, espalhando morte a 2.400km/h; na indústria automotiva, antes da primeirona,  a briga era em lombo de cavalos e foi justamente aí um dos maiores avanços, vieram os carros blindados, as motos Halley, por exemplo; na saúde, o raio X, o absorvente, os antibióticos.
A cirurgia plástica não começou agora esses dias com o Dr. Pitangui, não! Foi o esforço de um grupo de médicos que se juntou para remendar os rostos mutilados dos veteranos de guerra. Enfim, do banco de sangue, a lamina de barbear, alimentos enlatados e até, o hoje, absorvente íntimo, todos esses produtos são legados das duas guerras que mais mataram gente. Na comunicação então nem se fala. A internet de hoje, controle de tráfego aéreo e muitas e muitas outras coisas boas que  temos atualmente vieram, principalmente, como resultado das duas guerras mundiais. Ah, danadinhas...
Preste  atenção nessas siglas. Todas surgiram após as duas guerronas:
ONU= Organização das Nações Unidas
IAEA= Agência Internacional de Energia Atômica 
FAO= Organização de Comida e Agricultura  
OTAN= Organização do Tratado do Atlântico Norte
UNICEF= Fundo das Nações Unidas para a Infância
Pois é, de todos esses organismos que nasceram depois das maiores tragédias humanas e sociais, a UNICEF, fundada em 1946, justamente para ajudar crianças vítimas de guerras, isso a priori, porque hoje, presente em mais de 190 países em programas de desenvolvimento em longo prazo nos setores da saúde, educação, nutrição, água, saneamento e também em situações de emergência para defender as crianças vítimas não só de guerras, mas de outras catástrofes (que não são poucas), esta é, portanto,  a organização que merece o maior respeito pela proficuidade das atividades desenvolvidas em todo mundo, praticamente
Dos 610 municípios da Amazônia Legal onde o Unicef se faz presente, Marituba, no Pará, está se organizando em busca do Selo Unicef, que qualifica o município no quesito inclusão social, e é um dos mecanismos de estímulo às políticas públicas voltadas para a infância e adolescência. O pontapé inicial acontece no dia 8 de agosto, com a realização do 1º Fórum Comunitário.
 O Fórum faz parte da metodologia que a Unicef usa como estratégia para que os municípios partícipes elaborem um diagnóstico de como está a população de zero a dezessete anos, e tem como objetivo promover o fortalecimento  e a participação da comunidade nos processos de planejamento, execução, monitoramento e avaliação das políticas públicas voltadas para a criança e o adolescente, reunindo representantes e lideranças de associações de bairro, grupos religiosos, Conselhos e demais organizações que integram o sistema de garantia de direitos. 
 A Unicef é um dos maiores legados das guerras na área social e humana. Imaginemos: na primeira guerra morreram 19 milhões de pessoas, na segunda 60 milhões. Não fossem essas duas guerras e mais as catástrofes naturais onde morrem zilhões de criaturas, o mundo estaria hoje com uma superpopulação e quem, provavelmente, mataria as crianças, seriam os adultos... Para se alimentarem...
Dona Guerra! Feliz Aniversário pelos seus cem anos,  mas, por favor, pelo amor de Deus, não volte mais. ..

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