Criei um blog porque gosto de pensar e ocupar o tempo ocioso, escrevendo e lendo. Leio muito. Não me considero, todavia, um blogueiro. Tenho uns cinco seguidores (todos parentes próximos) que pra ler os meus textos eu tenho que gritar na rede com letras maiúsculas: "EI, POSTEI UM TEXTO". Uma jovem e linda senhora de cinquenta anos, um metro e quarenta e nove de altura, mingnon, para os padrões de beleza das passarelas, ( a quem eu amo muito, por sinal) por não ter os seios grandes, encomendou-me um poema que fizesse das portadoras dos fantasticamente Mini Seios, o que eles são na verdade: sinais de distinção, verdadeiros brasões, escudos exacerbadores da beleza feminina de quem não nasceu peitudona. Taí, vai na primeira pessoa. É a dona dos peitinhos falando. Detalhe: eu também não sou poeta...
"Sou muito, muito feliz
Com estes qu’eu tenho
Oh! São tão lindos.
São lindíssimos.
Têm bicos com rodinhas dentadas
Rosetadas.
Anatomia de perfeita formação
Modelado com sabedoria
Feito pra caber em uma mão.
Não é uma simbologia, nem uma
insígnia.
É um projeto divino executado com arte
Que atingiu a
perfeição.
Obra notável de técnica
E estética
Do Senhor da criação.
Aumentá-lo? Não!
Seria inumano, cruel.
Quero-o assim, natural,
Belo, delicado, formoso
Com harmonia nas proporções.
Menor, mas cheio de graça,
Garboso, mimoso, lindão.
Ah! O Senhor fez também o grandão
O generoso, desmedido.
A descontente transformou o miúdo
e delicado
Em enorme, incomensurável.
Grande e natural
Até não é mal,
Mas o crescido, desenvolvido
De forma artificial,
Na fase do envelhecimento
Vai, vai trazer muito sofrimento.
E o pequenino, engraçadinho
Vai ficar inteirinho encostado no
coração.
Continuar incólume, completo,
Inteiro, cabendo na palma da
minha mão.
Adoro meus peitinhos..."


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