Da esquerda pra direita na foto abaixo: Eu, Orlando, Venâncio e Danuzia (marido e mulher), Dr. Lázaro Falcão, Prefeito Mário Filho, Ivan Perequeté e o ultimo é o Alberto. Exceto o Prefeito, todos faziam faziam parte da comissão fundadora do Fórum Permanente de Controle Social e Cidadania do Município de Marituba
“Jaz aqui uma ideia. Assassinada
pelos seus idealizadores”.
Epitáfio. São frases escritas nas placas, quase sempre de
mármores, colocadas nos túmulos ou mausoléus para homenagear os mortos
enterrados nos cemitérios. Epitáfio foi, também, a música de maior sucesso da
Banda, Os Titãs, gravada em 2001, e Fazia parte do Álbum “A melhor Banda de
todos os Tempos da Última Semana”.
Pois é. A frase do início desta escrevinhação é a elocução que
encaixaria perfeitamente na lápide do finado Fórum Permanente de Controle Social
e Cidadania do Município de Marituba, fundado exatamente no dia
26/03/2015. Portanto, a criatura, se
ainda viva estivesse, teria feito um aninho no dia 26/03 pp. Um aninho. E foi só unzito. Ele nasceu
cheio de pompa e circunstância. Musculoso. Fortão. E até um pouco arrogante. (Postei
um texto no dia 14/03/2014, com o titulo “Seu ladrão, cuidado! Vai ter um Fórum
t’olhando”) Também pudera! Marituba vivia maus dias e piores noites. Botando o
bofe pela boca e labutando com repugnâncias. Na realeza das falcatruas, o caçula
dos municípios metropolitanos era o príncipe encantado no reino das
roubalheiras. (segundo notícias da rádio Cipó teve um Alcaide que em dois meses
de mandos & desmandos teria torrado 16 milhões de reais não se sabe em quê.
Parece que já o pegaram).
Bom. Havia, de fato,
uma enorme necessidade da sociedade se manifestar contra os desmandos pelos
quais o Município passava. A ideia do
Fórum foi legitima. Foram convidadas várias autoridades, entretanto, a de
maior peso que se fez presente foi justamente o atual prefeito, Mário Filho,
que naquelas alturas estava numa luta de cachorro grande na briga pela cadeira
mais cobiçada do Município. Ele falou. E falou bonito. Tenho o registro gravado
e arquivado. Filmei tudo.
Na verdade, a
pergunta que não quer calar é: o que foi feito do Fórum... E a resposta é:
morreu. Finou – se. E a morte prematura
do espúrio aconteceu por uma boa razão, afinal, com a vitória (na justiça, e a
bem da verdade nas urnas, onde teve mais de 55/% dos votos na eleição regular) do
hoje prefeito, as coisas mudaram. E mudaram muito. Tanto que até os
idealizadores do Fórum foram
obrigados a mudar. De lado. Ninguém mais quer saber de órgão fiscalizador de contas públicas.
E veja que por ocasião das reuniões que antecederam a criação do bastardo, este plebeu cabeça de bagre aqui, ainda falou assim: “que
me desculpem, mas sinceramente, eu não vejo a necessidade de criar mais um órgão
desses, haja vista que, já existe Lei de Responsabilidade Fiscal, Tribunal de Contas
dos Municípios, etc., etc., etc...”. Mas onde, que pessoas com tantas
capacidades e conhecimentos iam dar confiança para um pé duro como eu... Sinceramente,
onde?
Uma vez num seminário
de segurança pública que eu participei no IESP, em 2010, no final das minhas
falas eu disse assim: “Tem três maneiras de os donos do poder calar quem não
tem medo de falar. Uma, é alguém desqualificar o falador; outra (segunda) é dando-lhe um emprego; e por último, a mais
eficiente, é uma bala perdida acertar a cabeça da vida falante ou um acidente
fortuito qualquer. Esta terceira, além de calar definitivamente, ainda
intimida outros que gostariam de falar”.
Pois é. Seis dias
depois do desabafo que eu fiz lá no auditório do IESP, pessoas em um carro
passaram por mim e alguém gritou: “Cuidado negão tu tá falando muito”. Uma
semana depois dispararam cinco tiros com arma de baixo calibre no muro da minha
casa. Era uma advertência. Não sou besta. Calei-me. Nunca mais falei em seminários
de segurança pública. O aviso funcionou. Mas antes tinham oferecido uma função
numa secretaria pra minha mulher, que tem nível superior em economia, e eu
abestado, fiz a pobre recusar. Isso só porque eu queria continuar bocudo. E foi justamente, o doce cantar
da sereia que na antífona do oferecimento a palavra chave é emprego, que decretou a morte precoce do
nosso querido Fórum.
Hoje, os mentores do
estrovenga falecido, são funcionários
da Prefeitura Municipal. O Lázaro Falcão, que é Advogado, já foi vereador em Ananindeua,
é ex-Delegado de Polícia, agora é subprocurador do Município. O Ivan, o Perequeté, é assessor municipal, e por
aí vai. Os donos dos discursos mais inflamados pró-Fórum estão devidamente empregadinhos
da silva (ou inveja, Senhor!). Bom, não precisa dizer né, que ninguém quis
saber desse negócio de órgão fiscalizador. Até por que,
parece que a nuvem negra que pairava sobre a população Maritubana, foi extirpada. Com o empossamento do atual gestor o cenário
agora é outro. Em pouco tempo tudo passou a funcionar melhor, e com uma
perfeição tão grande que o reflexo está nos resultados. O prefeito não tem
oposição nem na Câmara Municipal. Tanto que na escolha dos novos membros do Legislativo
Mirim, os chefes (presidente, vice, secretário, e não sei o que mais) foram
escolhidos em escrutínio de acordo com o Regimento do Parlamento. Tudo
certinho. Mas o placar foi 13 x 0. Isso mesmo. Treze a zero. É mole? O Nelson
Rodrigues dizia que “toda unanimidade é burra”. Será...?
Bom. Politico-ideológica
à parte travestida de força popular, ou empulhação, com alguns retoques, a
constatação indeclinável, e a verdade inescapável, na real, o que todo mundo
quer mesmo, é uma boquinha. Até eu,
meu Deus, que sou adepto do não puxa-saquismo (a gente pode elogiar sem bajular
e criticar sem ofender) de vez em quando me flagro, como um combatente entrinheirado na frente de batalha, defendendo
o nosso Alcaide dos ataques “gratuitos”. E olha que eu ainda não fui
convidado a dar umas mordidinhas no queijo...
Órgão Fiscalizador... Pra quê, meu Deus! Tédoidé... ?
As tá! Remunda... (frase da minha avó, quando a tia Raimunda contava uma
prosa que a ela não acreditava...)



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