![]() |
| A imagem da tocha que seria pendurada no pescoço dos políticos desonestos na Olimpíada da Honestidade (caso ela existisse) teria o modelo da foto. Só que, fedendo à bosta! |
“Eu
não gosto de tocha! Eu gosto de atochar”- Essa a resposta que o
cantor/sambista Zeca
Pagodinho deu ao repórter que perguntou o porquê de ele
não ter sido escolhido para carregar a tão festejada tocha dos jogos olímpicos
de Londres em 2012, quando ela passou pelo Brasil. Na verdade, o sambador devia estar mordido porque além
do João Nogueira, a dupla sertaneja nascida no Goiás, Zé de Camargo e Luciano,
e outras personalidades menos expressivas carregaram, e ele não.
Atochar.
Significa entrar com força, enfiar na marra. E a tocha, finalmente, chegou ao
seu destino final, Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa. Antes, porém, Sua Majestade,
a Senhora Tocha, passeou por 26 Estados e o Distrito Federal, Brasília. Terra
de gente honesta.
Atochar.
Taí, se os linguistas estão certos na definição, a tocha foi enfiada na
marra nas fuças dos brasilinos da silva,
que correram felizes na frente, atrás, no lado, do canudo com chama, sem saber,
de fato, o motivo e nem o significado de
tão inusitado acontecimento. Um fogo que não apaga nunca, e se apagar tem mais
quatro lamparinas sobressalente que funcionam como uma espécie de backup da chama. E mais, ela tem
pontualidade, guardiães, e seguranças, concentrada nos três eixos: defesa,
inteligência e segurança pública. Tudo feito pelas polícias civil, federal e
militar. Em alguns Estados até o exército e a força Nacional de segurança estão
envolvidos na guarda da poronga vip. É
mole?... O que falta a plebe sobra a lamparinona,
que é proteção. Trezentas cidades, 36.000 km, foi o total do roteiro que a danada
percorreu na mais perfeita tranquilidade. Ô inveja, Senhor...Moro (verbo morar)
a 200m da feira livre, nesse trecho já fui assaltado duas vezes...
Bem que Zeus, o
deus do olimpo, que tinha poder de fazer relâmpagos, trovões; que mandava
chover e que tem uma simbiose histórica com a tochona, e que tem no fogo esse elemento divino, devia criar uma
nova modalidade de disputa, a olimpíada da honestidade. Os Países governados por canalhas, patifes,
ladravazes e embusteiros receberiam medalhas de excrementos. E que eles,
governantes de todos os níveis, presidentes, governadores, prefeitos e seus
descendentes até a terceira geração fossem obrigados a usar as insígnias, que
deveriam exalar mal cheiro. Fedor de bosta mesmo! Aí justificava-se o ôba ôba,
a correria, os sorrisos, as palmas e os sélfies, que lamparina olímpica
provocou. Seria garantia absoluta que deputados, senadores, governadores, e
prefeitos dos 5.570 municípios brasileiros, toda essa cambada, ia pousar com
uma medalha de cocô pendurada no pescoço. Uma premiação diferente. Que daria uma trégua olímpica em roubos e assaltos à cofres públicos.
Hefesto, o deus
da literatura grega, berço do fogo olímpico, devia operar um milagre
inimaginável, desvairado: tacar fogo nessa putrefação congênita nacional
chamada corrupção...



0 comentários:
Postar um comentário