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Princípios Cristãos derrotados, ou a humanidade bagunçada? |
sábado, 5 de setembro de 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
MATEI, E DAÍ? SOU UM SOCIOEDUCANDO! VAI ENCARAR?...
A dona Antônia, divorciada, 45 anos, e a Melissa, 16, mãe e filha, moravam na passagem Bom Sossego, entre Rua da Paz e Alameda Bom Jesus, no Bairro Jardim Paraíso.
As duas saíam juntas todos os dias bem cedo e sempre arrumadinhas. A mãe ia para o trabalho e a filha ficava pelo meio do caminho, no colégio onde cursava a segundo ano do ensino médio. Era bolsista numa escola particular. A mãe era funcionária pública. Professora, contratada há 17 anos. Como sempre, levava a tiracolo a enorme bolsona Louis Vuitton pirata; e a filha, um celular de ultima geração duma marca famosa, largo, chato, grandão. Super vistoso. Na rua onde elas moravam ela era única ter um daquela marca e modelo e se vangloriava disso. A mãe sentia-se orgulhosa. Por ser unigênita, Melissa gozava desses privilégios. As duas já pouco conversavam porque a menina vivia grudada no celularzão, e pior, fazia questão de sair à rua com os olhos fixos na tela sem se importar de levar topada em pedra ou pisar na lama e até olhar para as pessoas por quem passava. Quando a mãe brigava mandando que tivesse cuidado, a resposta era a de sempre:
-Ah, mãe! Esses malandros daqui todos têm a minha idade e me conhecem. Deles eu não tenho medo.
A dona Antônia ia refletindo sobre o que a filha falara quando avistou dois meninos que vinham em sentido contrário montados numa bicicleta. Preocupou-se. Mas ficou aliviada quando eles passaram porque um deles cumprimentou a Melissa:
- Oi Gata!
Ninguém respondeu. Na verdade sequer olharam. A mãe que estava cismando dos meninos ficou aliviada, porque, imaginou ela, eles deviam ser conhecidos da filha. Ia ainda imersa nesses pensamentos quando escutou uma ordem:
-Perdeu! Perdeu! Passa a bolsa tia ou te meto bala na cabeça! Susto e surpresa. Os meliantes eram os dois garotos que passaram por elas de bicicleta.
Ela desistiu logo da bolsona, que lhe foi arrancada com violência desnecessária.
- E tu porra! m'entrega o celular. E a resposta:
-Não! O meu celular eu não vou te dar.
Com a bolsa na mão esquerda, e a temível pistola ponto quarenta na mão direita, sem ter muito como lutar, e mais, com a reação da Larissa de sair correndo e gritando, o mocinho não titubeou, disparou um tiraço na cabeça da jovem, dona do tão querido aparelho. Foi só um tiro. A bala entrou na nuca e saiu pela tireóide fazendo estragos. Morte instantânea. A mãe saltou sobre a filha moribunda, gritando:
-Maldito! Desgraçado! Que tu fizestes com a minha filha...
Ser chamado de desgraçado foi o suficiente para o jovenzinho gastar mais uma bala. Dessa vez na mãe, que estava com o corpo encurvado sobre a filha. Um tiro no tórax rompendo com os alvéolos pulmonares. O sangue jorrou causando forte isquemia. A bala varou no outro lado, mas como se tratava de tecidos moles o rombo que ficou não foi letal, porém, a dona Antônia desmaiou sobre o cadáver da Larissa. Os dois jovenzinhos, levando uma bolsona e um celularzão, meteram o pé na magrela, que eles tinham tomado dum trabalhador que ia para o emprego momento antes (a policia descobriu) e fugiram em disparada.
A visão macabra das duas mulheres, uma dobrada por cima da outra que estava em decúbito dorsal, parecendo ambas mortas, atraiu a atenção de muita gente e ainda ficou por um bom tempo no meio da rua.
O sangue que coagulava no local visto de longe, emitia um raio brilhoso, reflexo dos primeiros raios de sol que penetravam por entre folhas dos açaizeiros, plantados na frente da casa da vizinha, e que cresceram no mesmo tempo que a Larissa adolescia e onde, ela agora, jazia. Um enfermeiro que ia trabalhar no posto de saúde próximo daquele local, verificou que a mulher mais velha respirava. Foi providenciada a remoção da vítima viva para a emergência. E só mais tarde o IML chegou para levar o cadáver da jovem Larissa.
Os dois jovenzinhos foram presos numa outra área de invasão, a Morada dos Deuses, próximo o Jardim Paraíso, quando tentavam vender o celular numa birosquinha. Levados para o Conselho Tutelar foi constatado que o mais velho tinha dezesseis anos; o mais jovem, o que atirou, 14. A arma era alugada e ainda estava com eles. Quando a policia chegou à casa do dono ele já tinha se escafedido. Um dos policiais que estava na missão ao sair do prédio da sede do Conselho, resmungou:
- Fosse um parente meu eu num tava nem aí pra que viesse acontecer comigo, mas eu passava cerol nesses dois. Esses filhos da puta iam logo, logo ver o diabo de perto. Pior, daqui a pouco eles tão solto na rua, e mais fortes. E aí algum de nós é que vai dançar na balas deles...
Um ano se passara. A dona Antônia vivia, numa cadeira de rodas, morando na casa duma irmã mais velha onde se recuperava. A casa dela lá no Jardim Paraíso tinha sido vendida, porque os colegas do assassino passavam debochando dos parentes da dona Antônia, que passara três meses hospitalizada. A parede enfraquecida de uma artéria do cérebro não aguentou a pressão causada pelos traumas físicos e psicológicos dos últimos meses, rompeu. Diagnóstico: aneurisma cerebral. Daquela bela mulher quarentona com jeito de balzaquiana, um metro e setenta e cinco, olhos azulados brilhantes, sorriso constante nos lábios, ar de permanente felicidade, não existia mais. Tudo acabou. Agora um substrato. Um espectro sobrevivia naquela cadeira em constante depressão. Uma visão embaçada e um olhar fixo no nada.
O Estado negligenciou. Ela era, há 17 anos, funcionária pública contratada. Sem segurança social. Com a venda do dinheiro da casa a irmã pagava o tratamento e deu algum ao defensor público para ele mover uma ação de indenização contra o seu patrão, o Estado. Os meninos que tiraram a vida da Larissa e transformaram aquela mulher numa morta-viva, segundo o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – Lei Federal 12.594 -, são vítimas. A dona Antônia e a filha Larissa, vítimas das vítimas das vítimas. A diferença está no fato dela ter sido punida e condenada com a perda da filha e a levar uma vida (?) vegetativa. E os jovenzinhos que dispararam contra elas terão, de acordo com a Lei, três anos de internamento. E mesmo tendo cometido um latrocínio e uma tentativa de homicídio – crime hediondo –, não poderão ser chamados de assassinos, bandidos, delinquentes, facínoras. Chamar-se-ão “socioeducandos”. No momento que completarem dezoito anos sairão limpinhos. Limpinhos da Silva.
Agora esses dias a Câmara Federal, por uma boa maioria, aprovou a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O espírito da Larissa deve ter ficado confuso por causa da separação precoce do corpo da sua dona. Mas já sossegou, e com certeza perdoou os algozes que ajudaram na “passagem". A dona Antônia, coitada, percebe o ambiente ao redor, mas não interage. É incapaz de esboçar reações. Não sabe o porquê de tanta felicidade entre parentes, amigos e vizinhos. Um celebration! Era alguém da comunidade que, com um pedaço recortado de um jornal na mão, gritava para todos ouvirem:
- Aprovaram! Aprovaram! Finalmente assassinos que nem os matadores da Larissa, que acabaram com a dona Antônia vão pra cadeia... O infeliz, semianalfabeto e desinformado não sabia que ainda tem um caminho longo pela frente para isso vir acontecer. Se acontecer...E pior, o pedaço de jornal era velho...
O seu Ananias, 65 anos, viúvo, sem filhos, tio da dona Antônia, ajudou criar a Larissa a quem ela chamava de avô. Era membro do apostolado da oração, da igreja católica, lá do bairro Jardim do Paraíso e coordenava um trabalho social com menores infratores. Vivia arrasado. Um pensamento martelava-lhe a cabeça depois que ele largou a coordenação do trabalho com os socioeducandos:
“Cadeia é poucos pra esses desgraçados. Deviam ser condenados a morte. Isso sim!
Ah! Meu Deus me perdoe...”
O seu Ananias fez o sinal da cruz e continuou caminhando cabisbaixo, encurvado. Tinha envelhecido uns 20 anos nos últimos 12 meses...
sexta-feira, 29 de maio de 2015
NOS DOIS LADOS DA BR. Pv 16:1 - OS PLANOS SÃO DOS HOMENS...
‘’Pôster
ou cartaz gigante. Foi assim
que o prefeito atual foi homenageado agora no dia 19 de maio passado. Deve ter
sido data do seu aniversário. Lá estava escrito: “Parabéns Mário Filho, 19 de
maio”, e a citação bíblica Feliz a nação cujo Deus é o Senhor (Salmo
33,12)- “homenagem vereador RAÍ”. Ponto. Na foto o homenageado está
sorridente. Feliz da vida. Merece. Afinal o homem lutou, lutou, lutou e chegou
lá. É prefeito. Os homenageadores também são os de sempre e não são
bajuladores. Faz parte do processo...”
Esse foi o preâmbulo, a cabeça de um texto que eu postei ano passado por
ocasião do aniversário do prefeito. Um ano se passou e a quantidade de cartazes
gigantes cresceu. Mas cresceu muito. Muitão
mesmo. Isso quer dizer que nesse período o “cordão”
aumentou. Como perguntar não ofende. Pergunto: aumentou ou inchou? Quem coloca os cartazes homenageantes é uma
parcela da sociedade Maritubana
que tem bala na agulha e que talvez nem morra de amores pelo homenageado, mas
quer que o homem veja: a data do seu
aniversário não foi esquecida, e que essa atitude (ato de homenagear com
outdoor) é algo feito de forma totalmente
desinteressada. Acreditemos...”Eles”
não tiveram a prerrogativa de escolha da imagem fotográfica e nem do
texto/mensagem. É apenas uma foto e uma mensagem bíblica (Os planos são dos
homens, mas as respostas vem de Deus. Provérbios, 16:1). Muito boa ideia. Deve
ter sido da Coordenadoria de Comunicação que com isso evitou os twists carpados verbais, que às vezes,
costumam mais constranger do que agradar.
Pois é. E o munícipe comum, o pé
duro, a patuléia,o durango kid, aquele morador ferrado que não tem grana
nem para comprar um remédio, imagine pagar por um cartaz gigante e coloca-lo
num poste lá no alto às margens de BR; como está o sentimento do cidadão
simples em relação a administração do aniversariante? Está feliz?
Foi o primeiro aniversário festejado, de fato, como prefeito, já que no
ano passado o alcaide quando deu mais um passo na caminhada do tempo (aniversariou)
estava há apenas uns 20 dias como prefeito de
vera. Neste ano as duas datas – aniversário de posse e de vida - foram
comemoradas coladinhas. E com inaugurações, algumas na verdade, reformas e pinturas
de fachadas. As realizações mais expressivas estão relacionadas no verso do
carnê do IPTU/2015, que são: reforma de 16 unidades de saúde, construção do
ginásio poliesportivo, que foi iniciada há 12 anos; unidade de pronto
atendimento, bairros inteiros asfaltados, etc. Acrescento: limpeza pública hoje
é regular. Alguns bairros receberam água encanada e outros benefícios. Para
quem pegou um município de 104.000 km² com mais de 120.000 habitantes, totalmente
estraçalhado, o homem fez bastante.
Vamos ver se esta produtividade se mantém até o final do mandato. Vamos ver...
Estas são melhorias físicas visíveis. No social, porém, o município,
apoiado pela sociedade civil, está se credenciando como um dos 600 municípios
da Amazônia apto a receber certificação Internacional da Unesco, pelo esforço
em favor da promoção e da defesa dos direitos da criança e do adolescente. E
isso não é pouco, porque trata de vidas futuras, e talvez esteja aí, o maior
investimento da gestão atual. Outro avanço expressivo: a criação dos
CONSEGs.(Conselhos Comunitários de Segurança) da Secretaria Municipal de
Segurança Pública e Mobilidade Urbana, isso faz a população sonhar com uma cidade
menos violenta. (Em 2012/13 o município ostentava orgulhosamente o oitavo lugar no ranking da violência no Estado), e
o observatório das metrópoles (Instituto de Pesquisa ligado UFRJ) concluiu que
entre 289 cidades pesquisadas, Marituba, apresentava o pior índice de bem estar
urbano. É. Se o barco não sofrer as influências de ventos contrários, e o
comandante continuar segurando firme o timão sem desviar-se da rota, dá para
seguir sonhando que dias melhores virão. Só o fato de estarmos livres do som
horrível e ensurdecedor dos trios elétricos e das aparelhagens dos tipos treme
terra, sempre presentes em festas públicas... Ah! Meu Deus, só isso já é uma glória. Têm
outros “issos”. Exemplo: teve um
“deles” que consertava buraco em caixa d’água, fazia festa de “inauguração” que
a despesa com foguetório era bem maior do que os gastos pelo serviço executado.
Respondendo pela patuléia, pé duro e ferrado, grupo do qual sem orgulho
nenhum eu faço parte, acho sim, que a cambada está mais feliz. Existem falhas
pontuais, (14 secretarias e 3 órgãos com
status de secretaria - COMUS, CGM E PGM) -, parece uma estrutura meio pesadona. Mas inegavelmente as melhoras são perceptíveis.
No geral a coletividade deve está mais satisfeita. Sim! É pra Estar...
Todos felizes? Claro que não! Os lucros gerados pelos consumidores dos “produtos” que os trios elétricos, junto
com os sonorões, comercializam,
diminuiu muito. Essa ala vai quebrar todas as lanças para retomar o comando das
ações.
Hum! Tomem tenênçia, 2016
Promete. Vem chumbo grosso por aí...
Ah! Sim, o pensador francês Victor Hugo, dizia que, “o tempo não só cura, mas também reconcilia...” Incrível! como os
rastejadores de sempre que torceram e lutaram contra são hoje grandes amigos do chefe. E em cargos que
dão inveja. Eu, hein!...
quinta-feira, 28 de maio de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
"CRIADORES" MATAM A PRÓPRIA "CRIA"
Da esquerda pra direita na foto abaixo: Eu, Orlando, Venâncio e Danuzia (marido e mulher), Dr. Lázaro Falcão, Prefeito Mário Filho, Ivan Perequeté e o ultimo é o Alberto. Exceto o Prefeito, todos faziam faziam parte da comissão fundadora do Fórum Permanente de Controle Social e Cidadania do Município de Marituba
“Jaz aqui uma ideia. Assassinada
pelos seus idealizadores”.
Epitáfio. São frases escritas nas placas, quase sempre de
mármores, colocadas nos túmulos ou mausoléus para homenagear os mortos
enterrados nos cemitérios. Epitáfio foi, também, a música de maior sucesso da
Banda, Os Titãs, gravada em 2001, e Fazia parte do Álbum “A melhor Banda de
todos os Tempos da Última Semana”.
Pois é. A frase do início desta escrevinhação é a elocução que
encaixaria perfeitamente na lápide do finado Fórum Permanente de Controle Social
e Cidadania do Município de Marituba, fundado exatamente no dia
26/03/2015. Portanto, a criatura, se
ainda viva estivesse, teria feito um aninho no dia 26/03 pp. Um aninho. E foi só unzito. Ele nasceu
cheio de pompa e circunstância. Musculoso. Fortão. E até um pouco arrogante. (Postei
um texto no dia 14/03/2014, com o titulo “Seu ladrão, cuidado! Vai ter um Fórum
t’olhando”) Também pudera! Marituba vivia maus dias e piores noites. Botando o
bofe pela boca e labutando com repugnâncias. Na realeza das falcatruas, o caçula
dos municípios metropolitanos era o príncipe encantado no reino das
roubalheiras. (segundo notícias da rádio Cipó teve um Alcaide que em dois meses
de mandos & desmandos teria torrado 16 milhões de reais não se sabe em quê.
Parece que já o pegaram).
Bom. Havia, de fato,
uma enorme necessidade da sociedade se manifestar contra os desmandos pelos
quais o Município passava. A ideia do
Fórum foi legitima. Foram convidadas várias autoridades, entretanto, a de
maior peso que se fez presente foi justamente o atual prefeito, Mário Filho,
que naquelas alturas estava numa luta de cachorro grande na briga pela cadeira
mais cobiçada do Município. Ele falou. E falou bonito. Tenho o registro gravado
e arquivado. Filmei tudo.
Na verdade, a
pergunta que não quer calar é: o que foi feito do Fórum... E a resposta é:
morreu. Finou – se. E a morte prematura
do espúrio aconteceu por uma boa razão, afinal, com a vitória (na justiça, e a
bem da verdade nas urnas, onde teve mais de 55/% dos votos na eleição regular) do
hoje prefeito, as coisas mudaram. E mudaram muito. Tanto que até os
idealizadores do Fórum foram
obrigados a mudar. De lado. Ninguém mais quer saber de órgão fiscalizador de contas públicas.
E veja que por ocasião das reuniões que antecederam a criação do bastardo, este plebeu cabeça de bagre aqui, ainda falou assim: “que
me desculpem, mas sinceramente, eu não vejo a necessidade de criar mais um órgão
desses, haja vista que, já existe Lei de Responsabilidade Fiscal, Tribunal de Contas
dos Municípios, etc., etc., etc...”. Mas onde, que pessoas com tantas
capacidades e conhecimentos iam dar confiança para um pé duro como eu... Sinceramente,
onde?
Uma vez num seminário
de segurança pública que eu participei no IESP, em 2010, no final das minhas
falas eu disse assim: “Tem três maneiras de os donos do poder calar quem não
tem medo de falar. Uma, é alguém desqualificar o falador; outra (segunda) é dando-lhe um emprego; e por último, a mais
eficiente, é uma bala perdida acertar a cabeça da vida falante ou um acidente
fortuito qualquer. Esta terceira, além de calar definitivamente, ainda
intimida outros que gostariam de falar”.
Pois é. Seis dias
depois do desabafo que eu fiz lá no auditório do IESP, pessoas em um carro
passaram por mim e alguém gritou: “Cuidado negão tu tá falando muito”. Uma
semana depois dispararam cinco tiros com arma de baixo calibre no muro da minha
casa. Era uma advertência. Não sou besta. Calei-me. Nunca mais falei em seminários
de segurança pública. O aviso funcionou. Mas antes tinham oferecido uma função
numa secretaria pra minha mulher, que tem nível superior em economia, e eu
abestado, fiz a pobre recusar. Isso só porque eu queria continuar bocudo. E foi justamente, o doce cantar
da sereia que na antífona do oferecimento a palavra chave é emprego, que decretou a morte precoce do
nosso querido Fórum.
Hoje, os mentores do
estrovenga falecido, são funcionários
da Prefeitura Municipal. O Lázaro Falcão, que é Advogado, já foi vereador em Ananindeua,
é ex-Delegado de Polícia, agora é subprocurador do Município. O Ivan, o Perequeté, é assessor municipal, e por
aí vai. Os donos dos discursos mais inflamados pró-Fórum estão devidamente empregadinhos
da silva (ou inveja, Senhor!). Bom, não precisa dizer né, que ninguém quis
saber desse negócio de órgão fiscalizador. Até por que,
parece que a nuvem negra que pairava sobre a população Maritubana, foi extirpada. Com o empossamento do atual gestor o cenário
agora é outro. Em pouco tempo tudo passou a funcionar melhor, e com uma
perfeição tão grande que o reflexo está nos resultados. O prefeito não tem
oposição nem na Câmara Municipal. Tanto que na escolha dos novos membros do Legislativo
Mirim, os chefes (presidente, vice, secretário, e não sei o que mais) foram
escolhidos em escrutínio de acordo com o Regimento do Parlamento. Tudo
certinho. Mas o placar foi 13 x 0. Isso mesmo. Treze a zero. É mole? O Nelson
Rodrigues dizia que “toda unanimidade é burra”. Será...?
Bom. Politico-ideológica
à parte travestida de força popular, ou empulhação, com alguns retoques, a
constatação indeclinável, e a verdade inescapável, na real, o que todo mundo
quer mesmo, é uma boquinha. Até eu,
meu Deus, que sou adepto do não puxa-saquismo (a gente pode elogiar sem bajular
e criticar sem ofender) de vez em quando me flagro, como um combatente entrinheirado na frente de batalha, defendendo
o nosso Alcaide dos ataques “gratuitos”. E olha que eu ainda não fui
convidado a dar umas mordidinhas no queijo...
Órgão Fiscalizador... Pra quê, meu Deus! Tédoidé... ?
As tá! Remunda... (frase da minha avó, quando a tia Raimunda contava uma
prosa que a ela não acreditava...)
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