| ASSIM FOI A NOSSA CONFRATERNIZAÇÃO: 30 USUÁRIOS IDOSOS E FUNCIONÁRIOS. QUEM ENXERGAR UMA AUTORIDADE DO PRIMEIRO ESCALÃO GANHA UM EMPREGO COMO FUNCIONÁRIO FANTASMA NA PMM |
“Rouba, mas faz”. Isto está tão arraigado
na crença popular que os larápios se
sentem os tais. São uns virtuosos. Tem um senador paraense dono de uma das
maiores fortunas no Estado que é mais conhecido pelas larapiosas manobras que se envolveu na carreira política (antes da
era Joaquim Barbosa foi o primeiro político do escalão superior que viajou de
um Estado a outro algemado no avião). Tá, mas vá falar mal dele numa dessas
áreas de ocupação chamadas de jardelândias
que existem por aí, vá...Quem quiser fazer isso que o faça mas sem a garantia
de sair vivo de lá. Por quê? Porque o homem é o “o bom ladrão”. No imaginário popular o habitante pobre da área invadida tem casa hoje porque foi ele quem “deu” quando era
governador. E o povo não esquece quem lhe faz algum bem, principalmente se esse
bem feitor é dono de emissoras de rádio que 24 horas por dia estão lá a falar
bem desse santo homem, tanto que na ultima eleição ele teve, só no Estado,
mais votos do que a campanha “ficha limpa” que foi votada em todo Brasil.
Renascer é o nome do
grupo da terceira idade de Marituba. Até antes do ex-gestor Couto (aquele que
saiu pela porta dos fundos) nós nos congregávamos todos no Cras Emmanuel Rocha,
no bairro do Decouville. Houve o
desmembramento e o que era um cento de
convivência passou a ser quatro. Sou usuário a quase dez anos do projeto e
nesse período passaram três prefeitos
regularmente eleitos. Os interinos são um escracho que vieram, com o
aval da lei, diga-se, só abocanhar os seus nacos. Eles se deram bem. Uns estão
cassados (improbidade), mas com as
vidas feitas e lógico, não tão nem aí...
Um ex-titular, que
atualmente responde, dizem, mais de 30 processos – uns por improbidade -, impobridade todo
mundo sabe é um eufemismo, né, que tem outros significados. Pois bem, durante
os dois mandatos do improbo nunca faltou
merenda. Velhos passeavam, datas comemorativas eram festejadas de verdade, enfim, dentre as demais
atividades existia até sala com computadores, onde os idosos mais plugados
aprendiam informática em dois turnos. Foi lá que eu tive os meus primeiros
contatos com esta máquina. As nossas festas de fim de ano sempre foram
grandiosas. Insatisfações existiam, mas no geral os idosos eram beneficiados
com as atividades lúdicas, como preconiza o estatuto do idoso. Isso é passado.
Foi ontem.
O presente. Hoje: Os
centros de referência foram desmembrados. Agora são quatro.
Ontem: idosos tinham
café e almoço; hoje: raramente têm um lanche (quase sempre mingau); ontem:
Idosos se deslocavam em ônibus da prefeitura; hoje: vão aos centros como podem;
ontem: funcionários contratados tinham férias renumeradas, hoje saem de férias
lisos.
Detalhe: segundo
informações a entrega de “alimentos” é feita por revezamento mensal. No mês que
um Cras é abastecido outros três ficam a ver navios ( ? ).
Pois é. A festa de confraternização do Renascer Emmanuel Rocha
aconteceu. Cada velhinho como eu, levou a sua sacolinha plástica com alguma
coisa dentro e os inseparáveis refris “espoca buchos”, que são mais baratos. Com
a coordenação e mais uns quatro funcionários confraternizamo-nos. Alegação
oficial da não realização da grande
festa de final do ano: em setembro teve o baile do idoso e o fluxo de caixa da
PMM está negativo Acabou a verba. C’es fini l’arjent...
Enquanto isso na
estrutura da governança municipal tem até Secretaria
de Exportação.
Marituba é uma
cidade dormitório, como fica às
margens da BR de pista dupla, distante de Belém menos de 20 Km. logo, é uma
cidade movimentadíssima. De passagem de carros, claro. E agora, ex-por-ta-do-ra.
A dúvida é: De quê?
Com
certeza 2014 com o PIB alto (não confundir com PIBMM, produto interno bruto da
miséria maritubana) Marituba vai bombar e os velhotes assistidos nos Cras vão ter de volta tudo que tinham antes e mais
alguma coisa. Será...
O Stanilaw Ponte
Preta (Sérgio Porto) cunhou uma frase antológica:
“Restaure-se a moralidade, ou nos
locupletemos todos...”.
Os camaradas metem a
mão, defradam, surrupiam, fazem e acontecem e sequer são chamados de ladrão que
dá, vontade sim, de fazer parte do butim...


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