Rindo, sorrindo, ou apenas mostrando os belos dentes, no cartaz gigante todos mostram só a felicidade que sentem quando são fotografados
Em 2009, quando o prefeito eleito
nas eleições de 2008 foi empossado, Marituba parecia ressurgir. O prefeitão que largava o osso depois de oito anos, (dois
mandatos) vivia mergulhado até o pescoço
em denúncias de corrupção. Roubalheira. Roubalheira. Roubalheira.
Na base da pirâmide dos expert em
canalhice roubar é o verbo que os vigaristas aprendem conjugar desde criança. Honestidade
vem de berço, mas essas criaturas hediondas parece que foram criadas em balaios
ou cocheiras. Não sabem ser honestas. Tem um detalhe que só a sociologia da
corrupção deve explicar, é que muitas vezes alguns nasceram em famílias ricas,
mas o DNA parece que já veio deformado,
ou deteriora-se, na hora que o pirralho escapole do bojo onde ficou curtindo a
terrível espera, antes de pular fora e respirar o cheiro da turma da qual vai
herdar as manhas e mumunhas. A chegada de mais um seteunzinho
é sempre motivo de festa, é a certeza que o sobrenome da família vai continuar
em evidência. Eles. Todos eles, políticos profissionais, fazem dos filhos seus
continuadores, logo, quando que corrupção vai acabar? Nunca! Nunquinha da silva...
Quando o alcaide maritubano eleito em 2008 assumiu, menos
de seis meses depois ele já estava “ganhando
prêmios” nacionais. Dentre tantas “premiações”
teve o “Destaque Brasil” (recebido em Santa Catarina). Seria cômico se não fosse
trágico, mas tem outro desses “prêmios” que é difícil de esquecer, se não me
engano em 2011, que foi o de prefeito luz. Pô! Prefeito luz. Isso significa sabe o quê? Não sei. Aliás, só mesmo a
assessoria de imprensa e comunicação do chefe da época tem a explicação. Mas o
homem fez até declarações de amor à esposa
em grandes e vistosos outdoors espalhados pela beirada da BR. Bom, isso
é passado (graças a Deus). Mas vieram outros, e cada um que passou deixou a sua
marca registrada em propaganda visual do modelo pôster ou cartaz gigante. Muito
bem.
Pôster ou cartaz gigante.
Foi assim que o prefeito atual foi homenageado agora no dia 19 de maio passado.
Deve ter sido data do seu aniversário. Lá estava escrito: “Parabéns Mário
Filho, 19 de maio”, e a citação bíblica Feliz
a nação cujo Deus é o Senhor (Salmo 33,12)- “homenagem vereador RAÍ”.
Ponto. Na foto o homenageado está
sorridente. Feliz da vida. Merece. Afinal o homem lutou, lutou, lutou e chegou
lá. É prefeito. Os homenageadores
também são os de sempre e não são bajuladores. Faz parte do processo. Todos que
ocuparam a cadeira mais cobiçada do município (sete em dois anos) foram
agraciados com tais honrarias. Segundo o historiador francês Marc Bloch prestar
homenagem é vassalagem, que significa submissão daquele que presta a homenagem, mas este é um conceito da idade média e
naquele tempo não eram cartazes ou placas gigantes. Eram atos práticos, lúdicos
e românticos. Mais ou menos assim: o adulador ajoelhava-se aos pés do adulado, pronunciava
umas palavras, e pra simbolizar o acordo e a amizade entre os dois, beijavam-se na boca. Isso mesmo, na bo-qui-nha ..Argh! Pior, na época não
tinham os cremes dental. Listerine? Nem pensar.
Isso foi na época feudal, lá pelo século XIII, mais ou menos. Magine. O prefeito atual além da vassalagem natural que o cerca, ele ainda por cima é evangélico. Hum! Fosse igual como naqueles tempos de antanho o coitado já não tinha mais saliva.
Acho até, que não tinha mais nem beiços...
Isso foi na época feudal, lá pelo século XIII, mais ou menos. Magine. O prefeito atual além da vassalagem natural que o cerca, ele ainda por cima é evangélico. Hum! Fosse igual como naqueles tempos de antanho o coitado já não tinha mais saliva.
Acho até, que não tinha mais nem beiços...


0 comentários:
Postar um comentário