![]() |
| MANUAL DO POLÍTICO MARITUBANO (BEST SELLERS) |
"Quem não gasta dinheiro
com munição, atira a esmo e para qualquer direção."
Assim agem os gerenciadores da grana
do povo. Governadores, prefeitos, presidentes, enfim, todos que não suaram a
camisa para ganhar dinheiro, gastam a rodo,
a
fole, como diria o sertanejo. Uns exemplosinhos bem próximo de nós, população
metropolitana: o BRT, de Belém. Estava tudo errado. Pára tudo para recomeçar do zero; em Ananindeua o prefeito demoliu
os coretos da praça matriz. Estava tudo errado. Feio. Pára tudo para recomeçar do zero; em Marituba tinha um ginásio
coberto com problemas estruturais. Recuperar para quê? Pára
tudo para recomeçar do zero. O
ginásio velho foi demolido e a edificação nova iniciada, mas a obra está
parada a mais de dez anos e as ferragens
já estão totalmente corroídas. O prefeito-tampão,
também em Marituba, mandou demolir a praça da piçarreira, que era velha, maltratada,
mas tinha bancos e árvores. Ár-vo-res....
É, mas estava tudo errado, logo: pára tudo para recomeçar do zero. O alcaide
de araque mandou destruir tudo e fazer
uma novinha em folha e não enfiaram um só pezinho de árvore. Na praça da matriz,
o ex-prefeito, que saiu pela porta dos fundos, mandou instalar equipamentos
para atividade física, com dinheiro (parte dele, claro) do Ministério da Saúde,
pois não é que menos de um ano depois o “pref-tampão”
mandou arrancar tudo na base do: pára,
está tudo errado... Um vigia do logradouro informou que os equipamentos
foram recolhidos para serem “recuperados”.
Só que, de todos os aparelhos instalados, só um, só unzinho, estava danificado.
É o caso de se inquirir. Porque será
que essas criaturas ao invés de reformar, reparar, aperfeiçoar, preferem
destruir o que está pronto, ou semi-pronto, e refazer do zero?
A resposta é óbvia. Fazer o novo é a galinha dos ovos de ouro no
reino das maracutaias. Preços inflados, licitações fraudadas, compras
superfaturadas, esses são os mecanismos primários, o modus operandi de larapiar que as suas excelências usam quando
estão com a mão na massa. Nada de recuperar o que já estava finalizado faltando
apenas manutenção. Pra quê? Nada disso!
Afinal engenheiro, mestre e secretário de obras, Secretaria de finanças e os
outros cargos “de confiança” ficam sempre nas mãos de gente da família (ou bando), ou fazem parte do
privilegiado grupo dos “amigos do rei”. Os
rapinantes são safos. Espertos. E a lei os protege.
Não dá para entender o porquê da tardança
exagerada na solução pelos TREs. da vida, no caso específico de Marituba, de
decisão ágil que de fato mirem o bem estar da população. Começa que um prefeito
foi afastado pela justiça antes de terminar o
mandato por causa das traquinagens que estava fazendo. Vieram as eleições, e o mais
votado não assumiu porque é um menino
traquino; o segundo mais votado não assumiu
por ser igualmente outro menino traquino. Depois dos conluios de praxe o município passou ser administrado
pelo presidente da Câmara. Ganhou o cargo de gestor em janeiro e quatro meses
depois foi cassado. O TRE que cassou é o mesmo que, na maioria dos casos, parece
mais um apoiador de canalhices, tantas são as facilidades facultadas aos
calhordas para escaparem de punições.
Não se entende porque o tal TRE/TSE,
ou sei lá o quê, são tão parcimoniosos com facínoras, a ponto de permitir que
sujeitos com mais de cinquenta processos “nas costas”, sejam candidatos,
concorram a eleições e continuem limpos. E por que esses parlapatões, que se locupletam
“a volonté”, aproveitando-se dos cargos outorgados pela população através
do voto, deixam essa mesma população sem trabalho, sem educação, sem saúde, sem
perspectiva, e mesmo assim são poupados de atos punitivos, tanto que eles
repetem sempre as mesmas delinquências. É-gu-á! Isso é repugnante!
No momento estamos sem prefeito constituído,
porque na linha sucessória para ocupar o cargo nenhum presta. Todos estão
cheirando a restos pútridos de pocilga. Enquanto isso o órgão responsável pelo
processo eleitoral marcou outro pleito para agosto. O escolhedor de administrador
do dinheiro público pelo voto, embasbacado, pensa: “Putz! Agosto?” É sim, A-gos-to...
Não seria o caso de uma intervenção no município ou a Dona Lei não prevê
situações intervencionistas, mesmo que seja para espantar embusteiros velhacos ???.
Eu, hem.
Como diria o Zé Neves, um amigo do coração que
já partiu para o andar de cima: “...Vá à
purra”
(NB. No momento que este texto estava
sendo postado outro interino estava sentando na cadeira mais cobiçada do
município)






