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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ENFIM, TEMOS PREFEITO. "FÉ NO QUE VIRÁ"...

  
 “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de  
                                     tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas 
                                           mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra,                                           a ter vergonha de ser honesto” 
                                                                                                           (Rui Barbosa) 

                  A minha cidade ganhou mais um prefeito. Mais um. É o quinto em seis meses. Um município que nem parece ser metropolitano. Que nasceu sob a égide do azar. Com menos de 20 anos de emancipado, mal saiu da adolescência, e já sofre de doenças crônicas de cidades que estão na terceira idade. O coitado é mesmo sem sorte desde nascença. Vejamos: teve como primeiro administrador, um prefeito profissional que vinha de dois mandatos ganhos dos eleitores de Ananindeua, ainda antes da emancipação maritubana. O detalhe é que esse cidadão antes de ser político, era um pacato relojoeiro com uma banquinha na porta do mercado municipal. Fez a primeira campanha montado em bicicleta. Protestante da Assembleia de Deus, cara de bonzinho, não tinha quem não acreditasse no homem. Se deu muitíssimo bem. Deve estar na boa vivendo uma aposentadoria com a bunda virada para a lua. Merece. “Trabalhou” para isso. 
                  Daí veio outro que cumpriu oito anos de mandato. Este, um legítimo representante do que existe da mais limpa, ilibada, cristalina e inatacável conduta de homem público, probo e honesto. Os mentirosos e invejosos espalharam que ele responde mais de oitenta processos na justiça. Invenção pura! Intrigas dos inimigos. Coisas da política. O homem só ainda não foi canonizado por que os processos não chegaram até o Vaticano, estão dormitando nas gavetas da burocracia oficial dos tribunais e disponíveis na rede, para quem tem paciência de ficar cusculhando a vida “dosoutros” pela internet. 
               O último nem cumpriu quatro anos de mandato no município, foi defenestrado antes do apito final, sem direito a prorrogação. O problema é que com a saída dele veio o sanatório geral. Na eleição para escolha do substituto, o campeão de votos não assumiu porque tinha pendências judiciais; sentou na cadeirona o presidente da Câmara, que foi afastado por ter cometido algumas venalidades. Entrou outro interino, que tratou logo dar duas secretarias, uma para a mulher e outra para a filha (Educação e Administração). 
             Cada um desses caciques que ficou como pref/tampão tirou os nacos que estava no seu alcance. Incrível como essa gente é gulosa. Ah, algo positivo ficou. O ultimo tampão oficializou as cores do município. Agora quem entrar não vai poder pintar, de lixeiras a prédios municipais, com as cores do seu partido. Os fornecedores de tintas é que não estão gostando. 
          E la nave va. O prefeito eleito, já enfrenta preocupações. Os adversários já acharam uns motivosinhos para impugná-lo. Sinceramente? Odeio o partido dele (os morubixabas que comandam a sigla são os gargantas profundas mais insaciáveis do País), mas torço para que ele assuma. Chega de desgoverno. Mesmo sabendo que os primeiros atos dessas santas criaturas é a operação caça às bruxas, que consiste em demitir em massa quem não fez campanha pró e agasalhar os lambe botas nas vagas dos demitidos. E o pior, isso acontece até em setores que funcionam com resultados positivos. 
               Sou usuário dum projeto social no Cras. Emmanuel Rocha, e no primeiro ano administrado pelo gestor desterrado, aquele que saiu pela porta dos fundos, cinco, cinco coordenadores (todas mulheres) passaram por lá, parece que a cadeira da chefia tinha fio elétrico desencapado. Até que colocaram uma assistente social na coordenação, que era, digamos, diferenciada. Com um jeito sem graça, simplória, calçada de sandálias franciscanas. Diferente. Sem o nariz empinado. Sem o salto alto, sem a empáfia do deslumbramento que as rainhas de bateria desfilam no sambódromo da vida pública. 
              Mesmo que seja efêmero, esses cargos costumam mexer com o ego dos ocupantes. A maioria costuma olhar na vertical ascendente o baixo clero, é como se esses fossem formigas. A madame em epígrafe, atravessou as administrações interinas incólume. Também pudera! A Edilena Galvão, que tem de simples sobra em competência. Arrumou a casa. Ganhou a confiança e o respeito de usuários e subordinados. Com certeza existem outras “edilenas” (os) dando almas e corações, respeitando as vagas que ocupam; devolvendo com suor e sacrifício o humilde salário que recebem. 
                A estas criaturas vai uma frase que foi o slogan de campanha dum ex-prefeito de Belém: “fé no que virá”. Mas é bom ficar velhaco. Espertos. Porque o atual rufião do poder municipal é forjado na mesma linha de produção dos antecessores. Quando estão no poder enxergam só, e tão somente só, o que lhes interessa. Né mesmo...?

terça-feira, 30 de julho de 2013

INDISCIPLINADO, REBELDE, ESTRANHO E...PAPA FRANCISCO

            
O Zé Brocoió, repórter do blogdojambu, sabia que o Papa Francisco não é de dar entrevista. Mas ele é repórter. Ele não desiste. No Rio fingiu-se de gari, bandido mirim, adicto, mendigo, peregrino argentino E nada. Só deu certo, enfim, quando disfarçado de camareira, o ZB conseguiu entrar no alojamento do Sumaré, onde o Pontífice estava hospedado. Foi a 2ª "entrevista". A primeira aconteceu no dia que o ainda cardeal, Bergoglio, foi consagrado Papa, e foi  publicada aqui no blog com o título  “Um Francisco sem delongas”. O detalhe é que depois o Pontífice foi entrevistado por uns jornalistas da poderosa Globo News, que deve ter desembolsado uma fortuna em propinas com padres, cardeais, bispos, assessores do vaticano e políticos do alto escalão do governo federal, que intermediaram o encontro.
 A "Entrevista" concedida ao Zé Brocoió começou tensa. Foi assim:
Z.B. – S.S. eu sou aquele repórter que lhe entrevistou lá no Vaticano quando o declararam  Pa...
A reação do Sumo Pontífice foi inusitada: 
S.S.- Mas, que diacho é isso? Você não é a irmã Brocolina? (nome com o qual o Zé vinha se identificando). Saia já daqui!
Me ajoelhei e  implorei. Aí prevaleceu o coração mole do Padre-Chefe , que aquiesceu. “Tá, tá, tudo bem”. E foi ele quem acabou fazendo a 1ª pergunta:
S.S. – Quem era aquela mulher volumosa, decotuda,  da boca larga, vestida toda  de amarelo, que cantou na cerimônia de acolhida da  JMJ em Copacabana?
Z.B. – É a Fafá. Ela é de Belém, minha terra. E o Senhor é o 3º Papa que ela homenageia cantando. Ela cantou com o Tancredo Neves, também. Um politicão que existiu no Brasil. Já finou-se. Por falar em político, é verdade que o governo brasileiro tentou colar a sua popularidade a imagem da presidente Dilma que tá despencando nas pesquisas?
S.S. – Tentaram. Tentaram sim. Mas desde quando o vesgueta do Nestor Kirchiner (nesse momento o super-padre se benzeu) me chamou de “líder espiritual de oposição” nunca mais eu quis saber de muito papo com essa cambada, que sempre quer levar vantagem em tudo.
Z.B. – Côngrua, a ajuda de custa que os padres brasileiros recebem  fica em torno de dois mil reais por mês. S.S. como representante supremo da igreja católica deve receber uma côngrua bem gorda. Quanto  o Sumo Pontífice recebe mensalmente? É em dólar ou euro?
S.S. – Primeiro, eu não gosto de ser chamado de Sumo Pontífice. Depois quanto eu recebo não é da tua conta e nem da conta de ninguém. E se tu fizeres mais uma pergunta igual essa eu encerro a entrevista. Hum!...
Z.B. -  S.S. pagou com sua grana  a conta da casa onde se hospedou durante o conclave; continua morando na casa  Santa Marta, que é onde hospedam bispos em transito pelo Vaticano; dispensou uma senhora mordomia dum  luxuosíssimo apartamento com dez aposentos; carrega a própria maletinha quando viaja de avião e dispensa também a cama papal; mandou vender os carros de luxo que serviam os Sumos Pontífices que o antecederam. Na Europa já o estão chamando de folclórico...
S.S. – Pois é. Eu tenho pensado nisso também. Esse continente passou mais mil e duzentos anos convivendo com papas europeus. O Papa Leão XII desfilava pelas ruas de Roma na tal Berlinda Di Gran Gala, construída especialmente pra ele em 1826, que tinha decoração em madeira pintada com folhas de ouro; não pisavam no chão nem olhavam o povo nos olhos e ainda viviam a serviço dos poderosos. É, de fato, eu fico pensando... Ah! deixa chamar e pensar o que quiserem. Eles que vão tomar no tubodocutubo. Num tô, nem aí...
Z.B. – A faxina que S.S. está fazendo já colocou o Monsenhor Nuzio Scarano, responsável pelo Banco do Vaticano e peIo IOR – Instituto de Obras Religiosas -  na cadeia, e o Pe. Federico Lombardi Scarano, que no setor contábil dificultava o rastreamento  do dinheiro, está sendo indiciado e pode acabar no xilindró, também. Eles estão até aqui (passei a mão no gogó imitando “degola”) com o Senhor. S.S.  parece que está desmontando uma quadrilha. Não tem medo?
S.S. – Claro que eu tenho, filho. Andei lendo uns livros do Dan Brow que mistura umas estórias estranhas de conspirações sinistras na Santa Sé, mas tu já reparaste que eu não ando encurvado como o polonês Wojtyla e o alemão Ratzinger, não! Eu sou argentino, latino americano! Ando teso, cabeça erguida. Tô que não passa um abacaxi, mas demonstrar temor,  hum! Negativo. Como dizia um técnico que dirigiu a seleção de futebol de vocês: eles vão ter que me engolir...
Z.B. – O jornalista e pesquisador americano Christian Carye disse que esta sua visita ao Brasil poderá ter, para a América Latina, o mesmo efeito que teve a viagem feita por  João Paulo II à Polônia em 1979, quando praticamente desmontou o comunismo na Europa Oriental. S.S. concorda com esse raciocínio?
S.S. – Não sei que tu queres dizer com isso. Eu vim só cumprir um compromisso com a Jornada Mundial da Juventude. Compromisso, aliás, que não foi nem eu que assumi. Só isso... Eu soube que a Lulita, (assim que a Dilma é conhecida na Argentina) convidou uns presidentes pra cá. Nem sei se eles vieram. Caso tenham vindo eu os abençoei com certeza. Afinal eu abençoo até bandeiras de eventos esportivos, né...
Z.B. – Uma vez o cardeal Mario Jorge Bergoglio disse que padre não é rato de igreja. Lugar de padre é na rua e no meio do povo... Parece que o Papa ouviu bem o cardeal, hem?
S.S. – E é. Nunca gostei e nem fui padre almofadinha. Nem sei direito o por quê, mas eu gosto mesmo, pode botar fé, é de inhaca de gente. 
Z.B. – Um grupo de protestantes, mais especificamente lésbicas, que nos protestos que fazem não costumam respeitar ninguém, usaram ícones da igreja católica para gestos obscenos (inclusive se masturbaram com crucifixo) no meio da multidão que celebrava a JMJ, no sábado em Copacabana. Como S.S. vai lidar com essas minorias radicais e intolerantes?
S.S. – Esse lixo social a céu aberto, que pelo comportamento, é indesejável em qualquer sociedade, e  que, como dejeto não deve ser atirado em latrina, no cesto de orgânicos e nem em aterros sanitários pra que não tornem esses lugares mais pútridos e fétidos, existem, mas são menos perigosos do que os radicais islâmicos, logo,  devemos isso sim, perdoá-los. Dá-lhes amor...
Z.B. – A sua visita ao Brasil já fez um milagre: é o primeiro argentino que os brasileiros se apaixonaram e estão amando...
S.S. – hahahahahaha....
Ele riu e foi se mandando, segurando aquele vestidão dobrado no braço, deixando aparecer a ceroulona. Mas se voltando ainda perguntou:
- Como é mesmo o nome daquela mulherona de amarelo?
Respondi: 
-Fafá. Fafá de Belém. 
Escutei-o, já entrando no quartinho humilde, com aspecto cansado, mas cantarolando baixinho:
-Ai FafáFafá Fafáááá...
Eu comecei tirar a minha roupa de freira e conjecturando comigo mesmo:
- Até o Papa, Senhor! O que não faz uns peitões, tipo airbag inflado. Quase totalmente a mostra. Esse mundo tá perdido. Até Ele...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

NÃO SEI, NUNCA VI, ISSO NASCEU AÍ...

                                                            SÓ SEI QUE NADA SEI...
                                                                                                                                                                                (SÓCRATES)


Eu não sou burro. Burro é o quadrúpede da família dos muares, mas eu não sei nada. De fato, não sei.
Trabalhei parece um desgraçado e sou pobre, por que... Não sei.
A RBA não tem um slogan com uma voz poderosa de exaltação dizendo: uma Organização Jáder Barbalho, por que... Não sei.
Fiz todas as simpatias que me ensinaram, quando eu era menino, pra ter uma rola grande e tenho uma rolinha  do tamanho de um vidro de esmalte, por que... Não sei.
O Bertoldo Couto, ex-prefeito maritubano desapareceu, por que... Não sei.
O pistoleiro que tentou matar o Gordo do Aurá não atirou na cabeça, por que... Não sei.
A secretária de educação de Marituba (pedagoga/uva) é mulher do Besteiro, prefeito interino, por que... Não sei.
Tem vereador em Marituba, que depois da tentativa de assassinato contra o gordo do Aurá, só anda acompanhado de seguranças, por que... Não sei.
O Mário Couto chama de ladrão pro  Barbalho e o Barbalho chama de ladrão pro Mário Couto, por que... Não sei.
Os Maioranas só tratam os Barbalhos de ladrões, por que... Não sei.
A Ana Júlia depois do fiasco como governadora tomou chá de sumiço,  por que... Não sei.
Proprietários dos transportes coletivos e Prefeitura de Belém já estavam com aumento do valor das passagens engatilhado, depois dos recentes quebra-quebras não querem mais nem ouvir falar em aumento, por que... Não sei.
Mulheres lindas só gostam de homens endinheirados, por que... Não sei.
Não tem nem o  nível médio e é secretário de saúde de Marituba, por que... Não sei.
Combater a ladroagem e os traficantes, os candidatos a prefeito de Marituba para a eleição de 4 de agosto, não prometem. Por que... Não sei.
 O presidente emérito Lula “Honoris Causa” da Silva, que fala pelos cotovelos, seis meses depois da imprensa ter publicado que a Rosemary Noronha fez mais de trinta viagens internacionais e  se apresentava como namorada dele, até hoje nada disse a respeito, por que... Não sei.
                O alienado vive menos revoltado, nesse caso o não saber chega ser saudável. Conhecer, saber, se informar, e não ter como mudar nada é frustrante e desesperador. Mas o pior mesmo é fingir não saber para sobreviver. Continuar vivo. Respirando...
Por isso, como disse o filósofo grego Sócrates, eu só sei que nada sei.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

M A R I TU BA G U N Ç A

MANUAL DO POLÍTICO MARITUBANO
(BEST SELLERS)

"Quem não gasta dinheiro com munição, atira a esmo e para qualquer direção."

Assim agem os gerenciadores da grana do povo. Governadores, prefeitos, presidentes, enfim, todos que não suaram a camisa para ganhar dinheiro, gastam a rodo,  a fole, como diria o sertanejo. Uns exemplosinhos bem próximo de nós, população metropolitana: o BRT, de Belém. Estava tudo errado. Pára tudo para recomeçar do zero; em Ananindeua o prefeito demoliu os coretos da praça matriz. Estava tudo errado. Feio. Pára tudo para recomeçar do zero; em Marituba tinha um ginásio coberto com problemas estruturais. Recuperar para quê?  Pára tudo para recomeçar do zero.  O ginásio velho foi demolido e a edificação nova iniciada, mas  a obra  está parada a mais de dez anos  e as ferragens já estão totalmente corroídas. O prefeito-tampão, também em Marituba, mandou demolir a praça da piçarreira, que era velha, maltratada, mas  tinha bancos e árvores. Ár-vo-res.... É, mas estava tudo errado, logo: pára tudo para recomeçar do zero. O alcaide de araque mandou  destruir tudo e fazer uma novinha em folha e não enfiaram um só pezinho de árvore. Na praça da matriz, o ex-prefeito, que saiu pela porta dos fundos, mandou instalar equipamentos para atividade física, com dinheiro (parte dele, claro) do Ministério da Saúde, pois não é que menos de um ano depois o “pref-tampão” mandou arrancar tudo na base do: pára, está tudo errado... Um vigia do logradouro informou que os equipamentos foram recolhidos para serem “recuperados”. Só que, de todos os aparelhos instalados, só um, só unzinho, estava danificado.
É o caso de se inquirir. Porque será que essas criaturas ao invés de reformar, reparar, aperfeiçoar, preferem destruir o que está pronto, ou semi-pronto, e refazer do zero?
A resposta é óbvia. Fazer o novo é a galinha dos ovos de ouro no reino das maracutaias. Preços inflados, licitações fraudadas, compras superfaturadas, esses são os mecanismos primários, o modus operandi de larapiar que as suas excelências usam quando estão com a mão na massa. Nada de recuperar o que já estava finalizado faltando apenas manutenção.  Pra quê? Nada disso! Afinal engenheiro, mestre e secretário de obras, Secretaria de finanças e os outros cargos “de confiança” ficam sempre nas mãos de  gente da família (ou bando), ou fazem parte do privilegiado grupo dos “amigos do rei”.  Os rapinantes são safos. Espertos. E a lei os protege.
Não dá para entender o porquê da tardança exagerada na solução pelos TREs. da vida, no caso específico de Marituba, de decisão ágil que de fato mirem o bem estar da população. Começa que um prefeito foi   afastado pela justiça antes de terminar o mandato por causa das traquinagens que  estava fazendo. Vieram as eleições, e o mais votado  não assumiu porque é um menino traquino; o segundo mais votado não  assumiu por ser igualmente outro menino traquino. Depois dos conluios  de praxe o município passou ser administrado pelo presidente da Câmara. Ganhou o cargo de gestor em janeiro e quatro meses depois foi cassado. O TRE que cassou é o mesmo que, na maioria dos casos, parece mais um apoiador de canalhices, tantas são as facilidades facultadas aos calhordas   para escaparem de punições.
Não se entende porque o tal TRE/TSE, ou sei lá o quê, são tão parcimoniosos com facínoras, a ponto de permitir que sujeitos com mais de cinquenta processos “nas costas”, sejam candidatos, concorram a eleições e continuem limpos. E por que esses parlapatões, que se locupletam “a volonté”, aproveitando-se  dos cargos outorgados pela população através do voto, deixam essa mesma população sem trabalho, sem educação, sem saúde, sem perspectiva, e mesmo assim são poupados de atos punitivos, tanto que eles repetem sempre as mesmas delinquências. É-gu-á! Isso é repugnante!
 No momento estamos sem prefeito constituído, porque na linha sucessória para ocupar o cargo nenhum presta. Todos estão cheirando a restos pútridos de pocilga. Enquanto isso o órgão responsável pelo processo eleitoral marcou outro pleito para agosto. O escolhedor  de administrador do dinheiro público pelo voto, embasbacado, pensa: “Putz! Agosto?” É sim, A-gos-to... Não seria o caso de uma intervenção no município ou a Dona Lei não prevê situações intervencionistas, mesmo que seja para espantar embusteiros velhacos ???. Eu, hem.
 Como diria o Zé Neves, um amigo do coração que já partiu para o andar de cima: “...Vá à purra”
(NB. No momento que este texto estava sendo postado outro interino estava sentando na cadeira mais cobiçada do município)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

IRMÃO, COMO SE CHAMA O FUNDADOR DA TUA IGREJA, E ANTES ELE FAZIA O QUÊ?


Eu não lembro-me quantos anos eram. Só sei que era festa de aniversário dum templo da Igreja do Evangelho Quadrangular da Cidade Nova V.  O evento foi em frente ao prédio, que fazia aniversário, na avenida arterial 18. A minha filha caçula participava do grupo de dança dos jovens que fez uma linda apresentação naquela  noite maravilhosa. Eu e minha companheira somos católicos, agentes pastorais e missionários consagrados da Congregação de São José, e naquelas alturas fazíamos curso de Lideranças Cristãs pelo Ipar – Instituto da Pastoral Regional Norte II – que obedece diretrizes da CNBB, Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil. Somos bons católicos, razoavelmente esclarecidos. Atualmente estamos noutro curso de formação para líderes da Pastoral do Idoso da Paróquia do Bom Pastor, em Marituba, onde moramos. Residimos bem distante do local dos festejos, mas fomos convidados para a festa e lá estávamos.
       Senhoras protestantes muito bem vestidas, homens elegantes com seus paletós impecáveis e muita, muita barraca com venda de doces, bolos, comidas típicas, enfim, acepipes para todos os gostos. Sentamo-nos na primeira fila, bem de frente para o palanque. Eu sou partidário daquela filosofia de que “deve-se aprender sempre, até mesmo com um inimigo”, por isso quando estou em conferências, seminários, palestras, assistindo uma discussão – de discurso ou de briga, quebra pau mesmo, etc., estou sempre atento. Agindo assim aprendo sempre alguma coisa. Como sempre nestas ocasiões, a autoridade maior é a que fala por último, e lá estava para encerrar a programação: Sua Alteza Imperial, o Grão Duque Monsieur Martinho Carmona, que junto ao Josué Bengtson (ambos “filhos de deus”, principalmente o segundo, de vez em quando estão envolvidos em escândalos financeiros, mas são políticos  milionários e neles não gruda nada), o Bengtson, inclusive,  já renunciou a um mandato de deputado federal para evitar ser cassado, já que ele fazia parte da máfia dos sanguessugas, grupo de empresários e deputados que roubaram o Ministério da Saúde em 2004; o filho, Marcos William, matou um sem terra na fazenda da família em Santa Luzia do Pará. Esses são os líderes do escalão superior da Ieq. no Estado.
O Martinho Carmona fez o fechamento da programação. E o fez bem. Maceteado, acostumado com plateia e microfone, se empolgou e, num trecho da falação berrou a plenos pulmões: “eu sou líder de uma igreja que glorifica um Deus vivo e não dessa outra religião falida que está aí”. Ele referia-se ao catolicismo. No mesmo momento, eu, até de forma grosseira, levantei-me, tomei  as mãos da minha companheira, olhei-o bem nos olhos, (estávamos a menos de três metros, frente a frente) e retiramo-nos. Foi a minha forma silenciosa de protestar. Isso é passado. Ok.
Pecadora Sim, falida não! São 1, 2 bilhão de fiéis, 3 mil bispos, um milhão de padres e religiosas, sem contar o contingente de Leigos com título especial que se entregam a serviço da Igreja Católica, a segunda mais antiga instituição do mundo, com mais de dois mil anos de história e que agora, por ocasião da apresentação do novo Papa, cento e trinta e duas delegações de Chefes de Estados do mundo inteiro estavam presentes no Vaticano, aliás, o País Vaticano ocupa uma área bem menor do que o tamanho das terras onde ficam as fazendas desses “homens de deus”.
Um comentário do Pastor da Assembleia de Deus, Samuel Câmara, em artigo publicado no jornal “O Liberal” no dia 23/02 pp., reflete o respeito de alguém que pensa e age como irmão, filho do Deus Verdadeiro, que nós adoramos: “não posso deixar de admirar o gesto desprendido do Sr. Joseph Ratzinger, o papa, principalmente porque sua renúncia visa o bem da Igreja. Isso mostra o coração de um grande líder que não olha somente o imediatismo do seu mandato, mas para benefício das gerações futuras...” É verdade que o Pastor Samuel está travando uma briga de foice no escuro com o outro Pastor, José Welington, pela presidência da CGAB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (a eleição aconteceu na semana passada e o Pastor Samuel foi derrotado, de novo).
Há muito se escuta a falácia de que o catolicismo precisa se renovar, buscar novos rumos, que precisa se atualizar com os novos tempos. Será que precisa mesmo? Acho que  não! É a opinião desse escriba que escreve aqui, dum pé duro, meio lambão. Digo não às mudanças “modernosas” (como casamento entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo). Mudança trás ruptura. Não foi á toa que o emérito Bento XVI revogou a excomunhão dos quatro bispos que tinham sido ordenados por D. Marcel Lefebvre – falecido em 1991 – que havia rompido  com a igreja romana em 1988. Já temos a Renovação Carismática Católica no Brasil, logo, não há necessidade de protestanização/próspero/teológica no catolicismo.
Vestir um paletó de grife, berrar, gritar, satanizar quem pensa e age diferente; lotear vagas no céu, construir prédios suntuosos que funcionam como shoppings centers da fé; autointitular-se com atributos divinos,  viajar em avião particular, morar em suntuosas mansões. Ah! Esses prazeres, como bens supremos da vida, só os “enviados de deus” os têm. Claro.
O catolicismo como principal religião e, ainda a maior do Brasil, continua como sempre foi: cheia de falhas, mas segue forte e mais qualificada, até. Papa, Cardeais, Patriarcas, Bispos, Padres e até Diáconos  sabem: O Rebanho é numeroso. Mas é uma construção perfeita, tem bom comprimento, largura ideal, altura no ponto certo, peso correto, muita resistência e durabilidade.
 Du-ra-bi-li-da-de. Assim é a minha Igreja. Mas Ela não nasceu da disputa  de nenhum membro revoltado, briguento, ganancioso. Foi criação Divina. Está lá em Mateus 16-18: “Pois eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja...” Obrigado Senhor pelo privilégio de ser Católico. Amém!
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