Embora o numero de brancos que frequentam os terreiros dos cultos afro brasileiros já seja quase maior do que de negros, as religiões de matriz africanas ainda sofrem discriminação. A religião dos orixás se desenvolveram no Brasil ao lado do catolicismo e do protestantismo, vieram junto com os escravos traficados da África, tanto que até hoje essas religiões são conhecidas pelas lideranças dos Movimentos Negros como autenticas expressões culturais da negritude. Hoje além dos brancos brasileiros muitos descendentes de japoneses e coreanos aderiram o candomblé e a umbanda, que como produto de exportação já está na Alemanha, depois, claro, de se adaptar as leis e costumes locais.
As religiões afro- brasileiras formaram-se em diferentes regiões e estados do Brasil, também em diferentes momentos da nossa história, por isso que esses cultos tem formas, rituais e versões mitológicas diversificadas. Já no final da escravidão, quando os africanos foram assentados nas cidades, que eles passaram a viver mais próximos uns dos outros resultando daí um grande processo de interação, liberdade de movimentos que antes não tinham, isso fez com que eles se organizassem, podendo dessa forma dar continuidade as tradições religiosas africanas.
candomblé, na Bahia; xangô, em Pernambuco; tambor de mina, no Maranhão e no Pará; batuque, no Rio Grande do Sul; macumba e umbanda, no Rio de Janeiro, são os diversos e diferentes nomes pelos quais os cultos afros são conhecidos.
Os Orixás são divindades nada moralistas nem éticas, dizem os estudiosos. No candomblé não existe um código de conduta geral aplicável à todos os seres humanos. É assim: cada seguidor tem seu orixá, seu deus pessoal, logo, a distinção entre o bem e o mal vai depender da relação de cada "filho", cada devoto. A pessoa descobre quem é seu orixá através do jogo de búzios, forma de atendimento pessoal que é uma prerrogativa exclusiva do pai de santo, o babalorixá, se mulher, ialorixá, no caso, mãe de santo. O jogo de búzios é um serviço pago. Um detalhe interessante: do total de mais ou menos 400 orixás que tsão cultuados na África, só uns 20 sobreviveram no Brasil. As cores das roupas, das contas, objetos, adereços, batidas de atabaque, as canções, bebidas e alimentos, cada um desses ítens tem função distinta própria de cada orixá tem, também, um grito de saudação diferente e individualizado dirigido somente àquele orixá: Larô-yê! para Exu, Kaô Kabiessi! para xangô, Ora yêyê ô!, para Oxum, Eparrei!, para iansã e Epa Babá, para Oxalá...
No próximo segmento, dentro deste assunto, vou relacionar o nome dos orixás e o santo que corresponde no catolicismo, oK? (tô cansado, minha costa tá doendo...)


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