No domingo, dia 19/02, em uma celebração na Igreja da Trindade, em Belém, foi apresentado um grupo composto por dois padres, uma freira, um diácono e duas leigas que sob a responsabilidade do Bispo Referencial Regional D. Teodoro Mendes, que é Comissão Arquidiocesana para o Diálogo Ecumênico. Muito bem. É uma iniciativa louvável mas o bispo foi enfático em dizer que essa "é a busca pela unidade entre as igrejas cristãs tradicionais". Pergunto: quais são as não-cristãs? Bom, certamente que a resposta virá num seminário que vai acontecer provavelmente em setembro, mas a partir dessa premissa já vai crescendo uma preocupação: ecumenismo, diversidade religiosa e direitos humanos certamente deverão caminhar juntos, lideranças protestantes, católicas, budistas, judaicas, islamicas, espíritas, hinduístas, taoístas, bahái's, esotéricas, candomblecistas, umbandistas, etc.. Pra não ficar a idéia de querer abraçar apenas aqueles que já estão ao alcance dos braços.Os intolerantes inveterados não vão querer nem dialogar. O cidadão que em 2006 invadiu a Catedral Militar Rainha da Paz, em Brasília, em plena celebração com mais de 3000 pessoas, subiu no altar pegou a imagem da Nossa Senhora da Paz e espatifou-a. Uma pessoa dessas com certeza não vai mudar nunca de opinião. Quem não lembra daquele dia 12 de outubro de 1995 quando um pastor protestante, diante das cameras de televisão dum programa patrocinado pela rede onde ele trabalhava naquele momento, chutou a imagem da Nossa Senhora Aparecida, pra mostrar que a santa de devoção de milhões de brasileiros não passava de um falso ídolo, uma estátua de barro. O pastor foi condenado a dois anos e dois meses de prisão, pelos crimes de discriminação religiosa e vilipêndio de imagem objeto de culto religioso. Na cabeça dele está que foi Deus quem o mandou fazer o que ele fez com certeza; e se fosse um católico que tivesse entrado num terreiro de candomblé e feito a mesma coisa com a imagem do Tranca Rua, Zé Pilintra, Joana Gunça ou sei lá quem dos umbandistas; ou os praticantes dos rituais da Wicca, que celebram a divindade da natureza e não desejam mal a ninguém, são derespeitados e chamados de satânicos, que acontece? Quantos índios foram forçados a adotar uma religião imposta pelos catequizadores, que até hoje mais de meio milênio depois ainda não são capazes de entender a espiritualidade dos indígenas? E os negros escravizados, forçados a aceitar o cristianismo e ainda eram obrigados a ter como padrinhos os senhores que eram seus proprietário, justamente pro negro não se rebelar contra o seu "protetor", senão era inferno na certa...humhum. Ai, tô cansado pra semana escrevo mais.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
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