Subscribe:

Ads 468x60px

quarta-feira, 18 de abril de 2012

HELÔO, BOFES! FUI EU TÁAA...


Meu avô materno eu não conheci. Os paternos sim, e morreram bem velhinhos. Lembro muito bem do tratamento carinhoso, o amor, o cuidado dispensado pelos parentes no final de suas vidas. Os índios ainda são assim, têm sempre um respeito muito grande por seus anciãos. Nas cidades grandes, as famílias que tem dinheiro não gastam tempo cuidando dos seus velhos, por mais que este tenha tido uma vida toda de sacrifícios para prover de conforto a descendência toda. Esses idosos terão que conviver com seus “cuidadores”, e existem empresas especializadas nesse métier.
Um dia desses conversando com uma técnica em enfermagem, que é cuidadora, ela contou-me: cuida de um paciente de 93 anos, ao higienizá-lo, o velhinho todo nervoso pegou a mão dela levou até ao pênis que, revelou a enfermeira: “tava duro parecia um guardanapo”, e suplicou balbuciando todo trêmulo:
- “Bata uma bronha pra mim minha filha,  bata!”.  
-“E aí, que tu fizeste?” Perguntei.
Ela entortou o canto da boca numa meia careta, fez um trejeito e não respondeu. Acho que nem gostou da minha pergunta.
 Minha opinião: isso não é coisa de “velho tarado”. É parte da luta que a razão trava contra os sentimentos.
 Luxo, ódio, amor, ambição, ciúme, altivez, ferocidade e brandura, são matérias palpáveis da vida e que fazem parte do nosso cotidiano. Quantas vezes nós rimos para uma pessoa que na verdade gostaríamos mesmo era de esganá-la; ou temos que ser indiferentes e mostrar até desprezo por alguém que amamos tanto. Muitas vezes precisamos nos mostrar cruéis para sermos bons ou nos fazer de idiotas para sermos admirados. Foi mais ou menos que aconteceu com o personagem que relato a seguir:
Portugal. Universidade de Coimbra. Evento: Uma conferência. Conferencistas defendiam seus grupos, escola ou classe social a qual pertenciam, respectivamente. No auge dos debates alguém que figurava como espreita solta um formidável peido: “puuumm!”. Naquele ambiente de acústico perfeito o som ressoou na sala e foi escutado por todo mundo.
Fingindo admiração, palestrantes se olharam e um deles perguntou, com certa dose de cinismo:
- Que foi isso?
- A meu ver, respondeu um médico, são gases odóríficos repelidos pelo ânus provenientes de matérias cagais;
- Pois para mim, disse o filósofo, essa é a ridícula pretensão do cu querer falar;
- Pois eu acho, falou o poeta, que esse é o suspiro do coração saído pelo cu, por engano;
- Não! Gritou o comunista, isso é um grito de desespero de merda oprimida;
- Estão todos enganados! Gritou um militar, colérico, isso é um grito de guerra de um cu revoltoso;
Levantou-se então um padre, todo calmo e apaziguador, que falou com voz pausada:
- Calma meus irmãos! Esta com certeza é a alma do feijão subindo ao céu.
As opiniões se sucederam cada vez mais contraditórias, como não chegassem a uma conclusão foi feito um acordo, no caso se apresentaria o autor do peido que com suas próprias palavras definisse o estranho fenômeno.
Apresentou-se então um pederasta, que passivo e de mãos postas, assim se expressou:
- “Maus.Todos maus.Não têm o menor respeito por um cu que suspira a-pai-xo-na-da-men-te...

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...