Subscribe:

Ads 468x60px

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

TÔ ELEITO, MÃOS AO ALTO!


Festa da Democracia. A campanha eleitoral, onde o povo participa de verdade, acabou.  Aff! Graças a Deus. Fotografias tamanho gigante, bandeiras, carros som, jingles, “santinhos”, gritarias, discussões e brigas. Essas manifestações verbais, sonoras e policrômicas, confirmam, na real, onde a população participa de verdade.  Uns ganharam uns trocados empunhando bandeira (bandeirantes do asfalto da era moderna), outros levam um capilezinho a sorrelfa, e até uma promessa de emprego deixa o fanatismo tomar conta do eleitor, fazendo dele um ardoroso defensor do seu candidato podendo até sair no braço em defesa do seu “preferido”. Mas a festa do povaréu termina por aí.
Depois que o candidato eleito assume, entra no gabinete com sua entourage, c’est fini. Acabou. Já era. O povo sai de cena. Aquele carinho com intimidade, o abraço aconchegante, o aperto de mão; aquele sorriso gracioso e alegre dispensado aos eleitores no período dos festejos na caça ao voto, é substituído pelo isolamento do reizinho ou da princesa, que dentro do seu palácio vai olhar a massa pelas frestas das persianas ou pelo vão do balancim do banheiro aonde ele vai se esconder quando alguém procurá-lo no seu domicílio. Ah! Sim, na rua ele passará por aquela criatura, um ex-abraçado, no seu possante com o vidro fumê levantado. E lá no gabinete? Lá, os assessores funcionarão como uma barreira de proteção. É aí que o ex-todo poderoso e paparicado eleitor vai descobrir que ajudou eleger alguém que não tem vínculo com os anseios coletivos.
                A maioria deles passam representar a si mesmos e por tabela os interesses espúrios do submundo da política. Traição de candidato? Não! Ingenuidade do eleitor que se deixou empolgar pelos paparicos e logo depois da eleição esquece o candidato eleito, deixa de lado, só o procurando quando, individualmente, precisa de algum favor; que não se junta a outros eleitores para fiscalizar as condutas suspeitas e repugnantes dos seus parlamentares. Infelizmente, para o eleitor brasileiro, depois que ele aperta os botões da urna, pronto! Tudo acaba ali. Não temos o hábito de marcar no corpo a corpo nossos legisladores, saber o que eles fazem na vida pública, cobrar. Isso é ótimo para os eleitos. Eles têm a certeza que seis meses, ou antes até, depois de eleitos, ninguém lembra mais nem em quem votou, e isso só reforça o que “eles” já usam como filosofia, a de que não estão subordinado a ninguém, principalmente os mais calhordas, aqueles que enxovalham a vida pública, já tão  fértil de malfeitorias.
Amoralidade. O eleitor não é vítima, é apenas uma espécie de vírgula em uma redação maior cujo tema são artimanhas que de republicanas não têm nada, a não ser o desejo de atingir e se manter no poder. Existem políticos nas casas legislativas com inúmeros mandatos emendados um no outro. Alguém acha que essa cambada dedica uma vida inteira em favor da causa alheia? Claro que não! O que interessa são seus próprios interesses, seus sonhos, que até são os sonhos do eleitor também, só que o pobre do eleitor dorme e acorda com pesadelos, a realização dos sonhos fica para o ilustre candidato que ele ajudou eleger; candidato que eleito financia sua boa vida, de familiares e amigos com o dinheiro dos desdentados; que se transformam (ou às vezes já são) em delinquentes políticos especializados em roubar cofres públicos; aves de rapina que são capazes de subir no cangote da própria mãe como suporte para decolar em voos mais altos.
Uns se perpetuam no poder e formam feudos, outros menos espertos – ou mais burros – se ferram. Ganham (?), esbanjam e empobrecem. Conheço um que foi vereador duas vezes e prefeito uma, nadava em benesses, hoje, já velho, sobrevive com um BPC - Benefício de Prestação Continuada. Bem feito!
Curiosidades. Esse ano, na Hungria, Alemanha, Nova York, não foi roubalheira, mas por algum deslize menor, Presidente, Primeiro Ministro e Governador, respectivamente, renunciaram; no regime Talibã o castigo para um furto simples é ter uma das mãos amputadas. Aqui políticos ladrões (oh, desculpe, corruptos) são cheios de pose e orgulhosos. Ah! Também não queremos um país de manetas...

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...