“E diz-lhes:
A verdade emana de Vosso Senhor; assim, pois quem desejar que creia, e quem
quiser que descreia” (Alcorão 18:29)
Jesus
quando andava pelo mundo fez muitos milagres. Alguns fazem parte das narrativas
bíblica outros não, normal, afinal tem muita coisa da vida de Jesus que ninguém
sabe mesmo. Tem estórias, por exemplo, de quando ele era menino que tinha um
amiguinho de traquinagens, seu nome era Arnon, que o pai não aprovava a amizade
entre os dois e por isso quando o velho saia ele deixava o moleque trancado em
casa, evitando assim, que os dois brincassem juntos.
Ele
sabia que o menino amigo do filho dele era “menino”, só não sabia que era o menino Jesus. E olhem o que o Jesus
menino fazia: Ele ficava na mutuca,
quando o pai do Arnon saía ele ia lá rapidinho e pela fresta da casa tirava o
amigo e saiam para brincar; quando o velho estava para chegar o Arnon era
empurrado de volta pela fresta para dentro de casa. Isso durou até o tempo que
aconteceu um acidente com Arnon. Eles brincavam numa ribanceira quando o guri
levou uma topada caiu, rolou para abaixo, bateu com a cabeça numa pedra e
morreu. Aí não teve jeito. Não dava para enfiá-lo pela fresta de volta. Ele já
estava morto. Mortinho. E o pior, o pai do menino morto acusou Jesus, alguém
que viu os dois brincando perto da ladeira, entregou. A situação, como dizia o
professor Astromar (personagem da
novela Roque Santeiro/globo 1975) estava acroática
para o lado de Jesus. Aí ele não se conteve, entrou lá na casa onde o
defuntinho estava sendo velado e ordenou:
-Arnon, te levanta e
fala a verdade.
Ato seguinte, o
morto ressuscitou, sentou e falou:
-Ele não me
empurrou. Eu que levei uma topada, rolei ribanceira abaixo, bati com a cabeça
na pedra e morri.
Em seguida o Jesus
menino, ordenou:
-Pronto, agora pode
morrer de novo. O moleque retornou à morte. Agora eterna.
Já
na época de adulto, antes dos 33 anos, num dia de muito calor, e cercado por
enorme multidão, Jesus atendia a galera.
Fazia milagres. Uns buscavam cura para alguma doença, outros ovacionavam, gritavam,
aplaudiam. Atraídos pelos gritos dois amigos que andavam juntos há muito tempo
se aproximaram da multidão. Era o Nhanhanha
e o Cotó.
Um
era fanhoso e outro era aleijado, não tinha as duas pernas. Os dois chegaram
junto e insistiram para serem atendidos. Cansado, suado, exausto, já quase sem
paciência, mas Jesus era Jesus, logo, acabou atendendo os dois amigos e depois
de escutá-los foi logo ordenando:
-Tá bem, tá bem. Vão
os dois lá pra trás daquela árvore (Baoba, árvore milenar da África)
Os dois ficaram atrás da grande árvore
e a multidão lá em expectativa e Jesus de cabeça inclinada começou a orar.
Orou, orou e gritou.
-Aleijado, joga a
primeira muleta. Aí uma muleta voou detrás da árvore. A multidão aplaudia. Mais oração e a segunda ordem:
-Aleijado, joga a
segunda muleta. Mais uma muleta voou e mais aplauso e gritaria, a galera delirava. Em seguida mais
uma ordem, a última, o verídicto final:
-Fanho, fala!
-O Cotó se esborrachou todinho no chão.
Respondeu o Nhanhanha com a mesma voz
fanhosa. (Alguma coisa deu errado que o milagre não funcionou)
Esta
é uma piada sem graça baseada na doutrina religiosa do Cristianismo. Agora se
eu contar uma assim: “O Maomé, 40 anos, ex-mercador, bom de papo, irresistível
na arte de convencer pessoas, não tinha seguidores (até porque na época ele era
só o Mohammad), teve uma ideia. Fazia parte da sua rotina afastar-se de todo
mundo por muitos dias para longos períodos de meditação. Foi após um desses
retiros espirituais que, ao retornar, ele sondou o ambiente, viu que o momento
era propício e colocou em prática a ação já bastante pensada.
Se
aproximou da montanha (Monte Hira) e começou falar sozinho em voz alta, quase
gritando. Dizia: ‘Eu sou o último profeta
enviado à humanidade, e com o poder que me foi confiado por Deus vou fazer com
que aquela montanha venha até mim’.
Pessoas
foram chegando, chegando, chegando, até que se formou uma enorme multidão. É,
mas a montanha, claro, não se mexeu. Aí ele com toda calma do mundo disse a
frase que até hoje é repetida: ‘se a
montanha não vem até Maomé, Maomé vai até a montanha’. Em seguida andou em direção à
montanha sendo seguido pelo povo. Assim se tornou líder religioso.”
Incrível!
Mas eu posso morrer por causa de uma brincadeira dessas. É difícil para nós,
seres humanos comuns, imaginar que uma religião que tem um livro sagrado –
Alcorão – com 114 capítulos (suras), que destaca a onipotência de Deus (Alá) e
a importância da bondade, da generosidade, da justiça e do relacionamento
social espalhe tanto ódio, tantas mortes pelo mundo. Charges, livros, filmes só
são tolerados se for para enaltecer a figura sagrada do Maomé, do contrário...Que o diga o escritor indiano de
nacionalidade inglesa Salman Rushdie, autor do livro Versos Satânicos e Nakoula Basseley que recentemente filmou o vídeo
Inocência dos Muçulmanos. Todos estão
com as cabeças a prêmio.
O
Islão numa tradução livre quer dizer submissão
a vontade de Deus. Com a morte do seu fundador, em 632, e muitas guerras (aliás,
guerra é uma constante na história dos muçulmanos) acabaram se dividindo dando
origem aos xiitas e sunitas.
A
história do Islamismo é longa, linda, e impressiona pelo radicalismo quando se
trata de matar ou morrer em nome do Alá.
Eu hem! Como diz o paraense da gema: É-GU-Á....






